2015 – Semana 13: Do centro para combater a homofobia à pena de morte aos homossexuais

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Olá amigos,

Esta semana começo com uma notícia muito boa. A prefeitura de São Paulo abriu um centro para combater a homofobia e promover a cidadania LGBT. Lá as pessoas vão ter apoio de advogados, psicólogos e assistentes sociais.

Também há um texto sobre o envelhecimento. Envelhecer já não é fácil para ninguém e fica ainda pior quando é homossexual. O desafio de encarar dois preconceitos.

Fiz uma reflexão sobre uma notícia bastante divulgada desde a semana passada. Uma advogada americana publicou uma carta aberta contra o casamento homossexual e o convívio de crianças com esses pais/mães.

Em Brasília um grupo de assaltantes invadiu uma sauna gay. Além dos roubos chegaram a violentar três clientes. A violência ganhando cada vez mais espaço e aumentando a sensação de insegurança onde quer que seja.

E infelizmente não temos como não falar de homofobia, ainda mais quando dados mostram que as agressões aos homossexuais teve um aumento em 2014 de 20% em relação a 2013.

Mesmo nos EUA onde o governo federal e grandes empresas, como divulgamos na semana passada, fazem campanha para a Suprema Corte aprovar o casamento homossexual em todos os estados da federação, um advogado da Califórnia apresentou uma proposta de lei para executar homossexuais.

Em Indiana, também nos EUA, integrantes da sigla LGBT e simpatizantes foram as ruas protestar contra a lei que permite estabelecimentos comerciais rejeitarem homessexuais.

Aqui no Brasil um casal foi agredido com copos de vidros em uma praça na zona sul do Rio de Janeiro. Em resposta
houve protestos.

E na Universidade Federal de Ouro Preto também houve protestos dos alunos em resposta a homofobia de repúblicas que negaram vagas a alunos homossexuais.

SP: PREFEITURA ABRE CENTRO PARA COMBATER HOMOFOBIA E PROMOVER CIDADANIA LGBT

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, inauguraram na sexta (27) o Centro de Cidadania LGBT, na rua do Arouche, no centro, região onde historicamente a população gay, lésbica e transexual se reúne. Ali, vítimas de homofobia vão receber orientação jurídica e psicológica gratuita. Só entre 2012 e 2013, a cidade registrou pelo menos 450 casos de violações de direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Ao todo, 20 profissionais, entre psicólogos, advogados e assistentes sociais vão fazer o atendimento, funcionando como centro de referência sobre os serviços municipais voltados a este público. A missão principal do centro será combater a homofobia e promover a cidadania LGBT. Além disso, as pessoas poderão, por exemplo, assistir a palestras e debates sobre temas relacionados à cultura LGBT.

“Quem sempre teve a panela cheia e que sempre teve seus direitos garantidos e muitas oportunidades muitas vezes não mede a necessidade de ter instrumentos para garantir que todos os brasileiros tenham cidadania e acesso às políticas públicas. É isso que está em discussão no país hoje”, afirmou a ministra Ideli. “O combate à homofobia é um compromisso da presidenta Dilma Rousseff. São segmentos da população que têm alta vulnerabilidade.” A proposta é que haja uma rede de centros de referência LGBT no país. Hoje, Bahia, Pernambuco e Alagoas já possuem equipamentos parecidos.

O Centro de Cidadania LGBT é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O equipamento foi uma das principais demandas levantadas pela população na 2ª Conferência Municipal de Políticas LGBT, de 2011, e atende ao Programa de Metas da gestão Haddad, que determina que a gestão deva promover ações permanentes de combate à homofobia.

Ele é um dos maiores do país no atendimento a vítimas de violações de direitos humanos no país e recebeu investimento de R$ 1 milhão, sendo R$ 200 mil do governo federal e R$ 800 mil da prefeitura de São Paulo. “São Paulo está dando um grande passo, que deve ser seguido pelos outros municípios”, afirmou Haddad. “Estamos inaugurando esse centro para olhar para essas pessoas como portadoras de direitos, que merecem políticas públicas e que devem ser respeitadas como são”, disse o secretário-adjunto de Direitos Humanos de São Paulo, Rogério Sottili.

“O equipamento vai fazer a diferença na vida dos gays e lésbicas, que são um povo historicamente privados de direitos. Um dos grandes desafios é tornar São Paulo uma cidade mais humana e me sinto orgulhosa de participar disso”, afirma a coordenadora do centro, Dediane Souza.
Serviços

O Centro de Cidadania LGBT substitui o Centro de Combate à Homofobia (CCH), que funcionou no Páteo do Colégio até março deste ano. O novo espaço contará com salas de atendimento, sala de reunião, auditório para realização de debates, palestras e outras atividades, e uma sala para realização de teste rápido de HIV, que funcionará em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e estará disponível a toda a população que circula pela região, e não apenas ao público LGBT.

A equipe técnica prestará atendimento especializado para pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade social e também para seus familiares e amigos. Os casos de homofobia serão acompanhados por advogados que prestarão apoio às vítimas, desde a realização de boletim de ocorrência até o monitoramento das investigações. A equipe também dará orientações para a mudança do nome civil de travestis e transexuais.

O centro contará ainda com agentes de direitos humanos responsáveis por auxiliar a população com informações e encaminhamento das demandas para a rede de serviços públicos da região central da cidade. O espaço também será sede da equipe técnica do Programa Transcidadania, lançado pela prefeitura em janeiro.

O Centro de Cidadania LGBT funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, na rua do Arouche, 23, 4º andar, República, centro de São Paulo

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ENVELHECER GAY: OS DESAFIOS DE CASAIS QUE ENFRENTAM DUPLO PRECONCEITO

Com sorte, todos nós envelheceremos. Porém, mesmo esse processo sendo inerente ao ciclo, a passagem entre a idade adulta e a velhice carrega fortes preconceitos em uma sociedade que celebra a juventude como a fase mais importante da vida. Dessa forma, até mesmo expressões de carinho são taxadas, como se aqueles que se amam tivessem apenas alguns anos para expressar esse sentimento.

O beijo protagonizado pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg está longe de causar discussões apenas por ter sido entre duas mulheres. Ao demonstrar o afeto carnal entre pessoas idosas — as duas têm 85 anos —, a novela Babillônia trouxe à luz uma discussão que envolve dois preconceitos: a sexualidade e o envelhecer.

“Ao mostrar esse beijo, a novela só tem a colaborar, porque faz com que as pessoas sejam obrigadas a ver aquela relação de outra forma. Isso pode ajudar os casais homossexuais a se tornarem mais aceitos”, garante a profissional de educação física Ida Helena de Oliveira Lara, 51 anos. Ela, que assumiu a homossexualidade aos 23, acredita que se manter fora do armário depois dos 50 é sim um ato político, como define Teresa, personagem de Fernanda Montenegro, em uma das cenas do folhetim.

Ida mantém hoje um relacionamento com uma mulher de 63 anos que saiu do armário há pouco tempo. A educadora diz que é visível o quanto a decisão de não esconder mais a sexualidade fez bem à companheira. “E ela saiu abertamente, assumindo também nosso relacionamento para todos.” Identificar-se socialmente como homossexual, na maioria dos casos, implica em vencer os inimigos internos e reconhecer os de fora.

Afinal, é partir dos avanços das minorias que os setores majoritários tendem a mostrar descontentamento de forma mais visível. Quando isso se soma à idade, a combinação não é facilmente suportada. “As pessoas mais velhas não correspondem aos ideais estéticos atuais, sendo alvo de apartação e bullying. Eu mesmo, com quase 69, já fui chamado de maricona gagá dentro do movimento”, afirma Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e professor de antropologia da UFBA.

Mott aponta ser comum que mulheres lésbicas se assumam quando estão mais velhas, por conta das obrigações que ainda são impostas socialmente a elas. “Muitas também demoram por uma homofobia internalizada, de quem viveu a juventude em uma época na qual assumir-se gay era um ato de suicídio social”, explica. Para ele, o beijo entre as personagens da novela representa uma oxigenação nos movimentos de libertação e afirmação. “E também serve para chamar a atenção das autoridades às políticas públicas direcionadas ao público LGBT da terceira idade”, completa.

Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) informa que não há registro de denúncias de violência homofóbica contra pessoas idosas no Disque Direitos Humanos, segundo o Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. E informa que, independentemente da sexualidade, a prioridade da SDH é a garantia e promoção dos direitos fundamentais de toda e qualquer pessoa idosa. O reflexo de uma maior tolerância aos casais homossexuais se reflete, inclusive, na longevidade dos relacionamentos. Osmir Messora Junior, aposentado de 53 anos, mantém uma relação há 30 com o professor universitário Carlos Eduardo dos Santos, 55.

De acordo com ele, a união longeva entre homossexuais era algo bem menos comum na sua juventude, muito por conta do preconceitos que os próprios gays ainda mantinham internamente. “Era mais difícil eles aceitarem a ideia de um casamento porque o preconceito era muito grande. Hoje, vivemos um período de mudanças significativas nesse universo, e isso veio associado à maior tolerância”, acredita. Para Carlos Eduardo, algo fundamental para que eles sejam respeitados, independentemente da idade, é a forma como encaram a própria sexualidade.

“Hoje, com 55 anos, vejo que o significado de amor é muito mais parceria e união que necessariamente sexo. Não que ele não seja importante. Mas não é disso que você viverá. Em um relacionamento heterossexual ou homossexual, a convivência será do mesmo modo. E a relação de respeito deve existir sempre.” Assim, ao estarem juntos há três décadas — e pais de quatro meninos, adotados em 2013 —, os dois compreendem que são, de certa forma, um exemplo para aqueles que não aceitam famílias formadas por casais homossexuais.

“Ao longo desses 30 anos, temos feito tudo que é possível para provar que nós estamos juntos porque queremos. Se isso serve como exemplo, por que não? Isso não quer dizer que o nosso relacionamento não teve momentos difíceis, mas sempre achamos que era melhor apostar um no outro”, garante Carlos Eduardo. Seja com atrizes, seja com personagens reais, entender que a sexualidade é algo que não muda com a idade é uma forma de respeitar a si mesmo. Algo que, muitas vezes, não acontece com quem passa dos 50.

“O preconceito com as pessoas mais velhas no ambiente gay existe. E isso faz até mesmo com que seja difícil para eles levantarem bandeiras. Há muitos casos de gays idosos que voltam para o armário a fim de conseguir um lugar em que serão cuidados nessa fase da vida”, assegura Osmar Rezende, presidente da ONG Libertos. Ele conta, inclusive, casos de travestis que precisam se vestir com roupas masculinas para conseguir vagas em asilos. “Dá para imaginar a dor que é abrir mão da sua liberdade para ter alguém que cuide de você?”, questiona.

Rezende também aponta a questão das políticas públicas como algo necessário para garantir cuidados específicos para homossexuais da terceira idade. “Não adianta apenas sair do gueto. É preciso lutar também por eles.” O professor universitário José Zuchiwschi, 56 anos, diz que a sociedade discrimina qualquer um fora da zona considerada como juventude. “E isso atinge também a comunidade LGBT, principalmente porque o mainstream da cultura gay é direcionado aos mais jovens.” Na opinião dele, que é homossexual, ao colocar duas mulheres para interpretarem um casal homoafetivo mais velho, a novela mostra que é possível vencer a formação educacional, familiar e cultural que estrutura ainda a personalidade de muitas pessoas a não aceitarem a homossexualidade.

“Mesmo com o preconceito, hoje, há uma pressão bem menor para que os gays mantenham um padrão heteronormativo de comportamento. E isso se deve aos movimentos sociais que trouxeram nova visibilidade. Discutimos mais o preconceito, o que também fez com que as forças conservadoras se movimentassem”, explica.

“Os mais jovens precisam lembrar daqueles que lutaram nas ruas. Essa bagagem história facilita a vida da juventude. É como se houvesse alguém dizendo: ‘Vocês não estão sozinhos’”, destaca. Além das lutas que preservaram a dignidade dos homossexuais mais velhos, o professor aponta que a expressão da sexualidade nessa fase da vida deve ser sempre celebrada. “Não há mais uma demonstração combativa. Mas é preciso se manter fora do armário porque você demonstra que isso é algo seu e sempre será, tornando o diálogo mais fácil e a solidão menor.”

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FILHA CRIADA POR CASAL LÉSBICO CRESCE E É CONTRA O CASAMENTO GAY

A americana e a advogada Heather Barwick escreveu uma carta aberta à comunidade gay onde conta que sua mãe se divorciou de seu pai quando tinha três anos.

Seu pai foi embora e sua mãe casou uma mulher e foram viver uma região onde a vizinhança era mais “cabeça aberta”.
Porém, hoje casada e com filhos a mesma disse que sentiu muita falta do pai e é contra a criação de crianças por casais gays ou lésbicos.

É certo que tudo é muito superficial para uma análise, mas creio que cabe algumas observações:

O fato dos pais dela terem se separado, mesmo que o pai tenha saído muito chateado do casamento, uma vez que se sentiu enganado pela esposa homossexual, não o isenta da responsabilidade de pai. Assim, a falta da figura paterna que ela tanto declara é um erro do pai não ter convivido com ela. E mais, há muitos filhos que são criados só pela mãe ou só pelo pai após a separação. Se for levar esse ponto da falta de uma figura paterna/materna, então temos que impedir todas as separações.

Ela cita na carta que provavelmente muitos filhos de casais homossexuais sofrem calados por não serem ouvidos pelos pais. É outro ponto bem questionável. Creio que ela só poderia fazer essa afirmação depois de um longo trabalho de pesquisa. Ela não pode usar a opinião dela para dar voz a outros filhos de casais gays/lésbicos.

Temos que levar em consideração também que crianças adotas por homossexuais foram abondadas por heterossexuais. Portanto há uma troca do sentimento de rejeição por um sentimento de acolhimento, amor e carinho.

As pessoas precisam ter mais responsabilidade pelas suas atitudes. A repercussão que a carta dela teve serve como combustível para a perseguição aos homossexuais em todo o mundo.

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ASSALTO EM SAUNA GAY EM BRASÍLIA

Seis homens armados renderam 50 pessoas em um assalto a uma sauna gay na 503 Sul, área central de Brasília, na noite de quarta-feira (25). Testemunhas afirmam que três clientes foram abusados sexualmente. Os quatro adultos e dois adolescentes foram rendidos pela Polícia Militar quando tentavam fugir pelo telhado. Alguns deles ainda estavam de cueca.

O crime aconteceu por volta das 22h. Três homens teriam abordado os usuários, dando coronhadas e chutes nas pessoas que não quisessem se deitar. Enquanto isso, os outros três pegavam itens no armário e no caixa e revistavam o estabelecimento. Foram roubados 12 celulares, dinheiro e relógios.

“Eles já subiram anunciando o assalto. Aí cada bandido já subiu para um andar do prédio e foi mandando todo mundo descer para um local só, para a recepção. Todo mundo ficou na recepção e mandavam deitar, entendeu, eles mandavam deitar”, disse uma vítima.

Um funcionário conseguiu escapar e chamou a polícia. O aspirante Guilherme Fonseca conta que a equipe foi imediatamente para o local. “Vimos a porta do estabelecimento semiaberta, e nesse momento a gente avistou um dos indivíduos que estava cometendo o assalto, e ele correu.”

Os adultos foram levados para a delegacia da região e os adolescentes para a unidade especializada. A Polícia Civil informou que investiga por quais crimes eles vão responder.

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AGRESSÕES AOS HOMOSSEXUAIS AUMENTAM 20%

O número de boletins de ocorrência por crimes de homofobia aumentou 20% em 2014 em relação ao ano de 2013 na única delegacia especializada em crimes raciais e de intolerância no estado de São Paulo. Apesar disso, o último caso de um agressor preso por esse tipo de delito pelos policiais da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância) foi em 2009, quando um homem de 35 anos foi agredido e morto na Parada Gay de São Paulo.

Embora tenha ocorrido o crescimento no registro desse tipo de crime, o número absoluto de casos investigados na delegacia especializada ainda é baixo: em 2013 foram 49. Em 2014, 59. Esse número pode ser maior porque há possibilidade de reclamar à polícia uma agressão homofóbica em qualquer distrito policial. A Secretaria de Segurança Pública não tem os dados consolidados.

Depoimento

Do total de agredidos por intolerância sexual, nem 4% têm coragem de ir a delegacia registrar queixa. Isso porque normalmente as pessoas não acreditam na história das vítimas. Ela precisa mostrar para que acreditem. Tem de ter imagem gravada em alguma câmera ou tem de estar todo arrebentado ou morto para que as autoridades reconheçam.

Além disso, a Decradi, delegacia especializada, é pouco divulgada. Pouca gente sabe que ela existe. O registro do BO não quer dizer que sejam poucos os casos de agressões contra os homossexuais.

No ano passado, 326 pessoas morreram em ataques de homofobia, segundo levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia.

No Brasil, a cada hora um gay sofre algum tipo de agressão. O estado com mais casos é Pernambuco, seguido de São Paulo.

Eu já fui muitas vezes atacado e já fiz cinco boletins de ocorrência por isso. A última vez foi no dia 6 de abril do ano passado. Eu ia jantar com um amigo e fui de trem da minha casa, em Pirituba, até a Estação Barra Funda, da CPTM.

Eram 22h, eu estava super atrasado e entrei no banheiro do lado da CPTM, antes de me dirigir ao Metrô. Quando estava lavando as mãos, de frente para o espelho um segurança entrou no banheiro e disse que ali só tinha veados.

Inicialmente eu deixei passar. Mas ele continuou a agressão verbal. Eu fui então tirar satisfação e ele passou a me agredir fisicamente. Eu revidei. Logo chegaram mais dez seguranças e me tiraram do banheiro aos socos e empurrões.

Por sorte uma senhora que estava com uma criança veio me ajudar e fez um escândalo. Registrei um boletim de ocorrência na Delegacia do Metropolitano e os agressores foram afastados, mas não foram presos.

Eu que vou ter de entrar com uma ação judicial contra eles caso queira dar encaminhamento ao processo. Mas vou fazer isso. A lei aqui não se cumpre. Esse tipo de crime é inafiançável. Ele tinha de ter sido preso em flagrante.

Soube depois que ele foi intimado pela polícia e sequer compareceu. É um absurdo a Decradi dizer que o último grande caso por crime de homofobia foi o da Parada Gay de 2009. Toda hora tem gay que leva facada por aí. O crime de homofobia é o pior que existe.

Agripino Magalhães, relações públicas da Parada Gay de SP.

Análise

A injúria por intolerância sexual agora está equiparada à injúria racial com pena de até quatro anos de reclusão.

Mas, na realidade, esse tipo de crime acaba tendo uma pena que não chega ao regime de reclusão. É difícil alguém pegar cadeia por esse tipo de delito.

A legislação brasileira acaba tendo uma posição mais dura com relação aos crimes contra o patrimônio do que contra a pessoa. Os crimes contra a vida infelizmente têm penas menores. Exemplo disso são as penas para latrocínio e homicídio. O primeiro caso acaba tendo sempre penas maiores do que o segundo.

Mas, na minha opinião, não é o caso de se mudar a legislação no caso dos crimes de homofobia. Acho que nesses casos o importante é investir na educação. Fazer campanhas para mudar a cultura da intolerância. E isso cabe ao estado como um todo, incluídas aí as pessoas, e não só ao governo.

Esse é um assunto que cabe a todos nós e a sociedade como um todo tem de encontrar saídas.

Antônio Everton de Souza, Coordenador da OAB.

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EUA: ADVOGADO APRESENTA PROPOSTA DE LEI PARA EXECUTAR HOMOSSEXUAIS

Um advogado norte-americano, do estado da Califórnia, apresentou uma proposta de lei que visa proibir a homossexualidade sob pena de morte.

Matt McLaughlin, advogado norte-americano pretende que seja aprovada uma lei que determine a prisão e penas de multa para quem defender os direitos dos homossexuais, referidos como «propaganda sodomítica». Já os homossexuais, propõe um «castigo» diferente: a pena de morte, com execução a tiro.

O «Ato de Supressão da Sodomia» sugere que os homossexuais «sejam executados com uma bala na cabeça, ou por outro método mais conveniente».

«Qualquer pessoa que voluntariamente toque noutra pessoa do mesmo sexo para fins de gratificação sexual deve ser morto com balas na cabeça ou por qualquer outro método conveniente», refere a proposta de lei, revelada pela procuradora-geral Kamala Harris.

Já quem divulgar a «propaganda sodomítica» junto de menores de idade deve ser sancionado com uma coima, no valor de um milhão de dólares, e/ou pena de prisão, que pode ir até aos dez anos. No caso mais grave poderá ser expulso do estado da Califórnia.

O advogado alega que a «sodomia é um mal monstruoso» e, segundo Matt McLaughlin, é «melhor que os infratores morram do que todos nós sermos mortos pela justa ira de Deus».

O estado da Califórnia vai analisar a proposta que terá que ter 365 mil assinaturas e deverá pronunciar-se até dia 4 de Maio.

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QUASE 3 MIL PROTESTAM EM INDIANA, NOS EUA, CONTRA LEI QUE DISCRIMINA LGBT

Aproximadamente, 3 mil pessoas se manifestaram neste sábado no centro de Indianápolis, capital de Indiana, nos Estados Unidos, para expressar aversão pela aprovação nesta semana de uma lei estadual que permite a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Com cartazes, os manifestantes gritaram frases como “Nenhum ódio em nosso estado” e “Reparem essa lei”, informou a imprensa local. O grupo dirigiu as palavras ao governador de Indiana, o republicano Mike Pence, que aprovou na quinta-feira passada uma lei que dá carta branca aos estabelecimentos comerciais do estado a proibir a entrada de casais do mesmo sexo em nome da “liberdade religiosa”.

A medida não provocou apenas críticas das organizações defensoras dos direitos LGBT, mas de líderes empresariais que acreditam que a iniciativa prejudica a imagem de Indiana e dificulta a captação de novos talentos.

Contrário à lei, o executivo-chefe da empresa Angie’s List, Bill Oesterle, anunciou hoje o cancelamento de seus planos de expansão em Indiana, avaliados em US$ 40 milhões.

Na mesma linha, o prefeito de Seattle (estado de Washington), Ed Murray, informou que proibirá o uso de fundos para viagens de negócios de funcionários públicos da prefeitura a Indiana.

“Os moradores de Seattle sabem que a discriminação não tem lugar em nossa cidade”, ressaltou Murray, ao dizer que a cidade “foi líder na luta para proteger os direitos civis e garantir igualdade para todas as pessoas”.

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GRUPO PROMOVE ‘BEIJAÇO’ CONTRA A HOMOFOBIA NA ZONA SUL DO RIO

Dezenas de pessoas se reuniram na noite desta sexta-feira (27) na Praça São Salvador, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, em um protesto contra a homofobia. Os manifestantes promoveram uma “guerra de purpurina” e se mobilizaram em um “beijaço” coletivo.

“Não haverá mais guetos”, destacava o manifesto que foi distribuído aos frequentadores da praça. O ato foi organizado depois de um caso de agressão a dois homens que se beijaram no local no dia 1o de março. No chão da praça, foi pintada, em alguns locais, a frase “Amar é um direito humano”.

Testemunhas contaram que no dia 1º de março, um grupo de homens arremessou copos contra um casal gay que se beijava na praça. Policiais militares e guardas municipais que estavam no local teriam se recusado a prestar assitência às vítimas. Um pequeno grupo, então, promoveu um beijaço espontâneo como forma de protesto, o que gerou novo ataque do grupo, que arremessou mais copos e garrafas de vidro. Só então a Polícia Militar interveio.

O deputado Carlos Minc destacou que a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para apurar a denúncia de que os policiais militares que estavam na praça naquela ocasião protegeram os agressores. “Sabemos que um dos agressores está envolvido criminalmente em outros casos de violência. Testemunhas disseram que os policiais o tratavam com intimidade, que era recíproca. Policial não pode ser conivente com agressores”, disse.

Segundo testemunhas, o agressor ao qual Minc se referiu é um dos quatro denunciados pelo Ministério Público pela agressão a um adolescente que foi espancado e preso a um poste no Aterro do Flamengo, no ano passado. Eles fariam parte de um grupo que atacava minorias e se dizia justiceiro, punindo delinquentes nos bairros Laranjeiras, Catete e Flamengo.

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ALUNOS FAZEM ‘BICHAÇO’ NA UFOP CONTRA HOMOFOBIA NAS REPÚBLICAS ESTUDANTIS

Pelo menos 150 pessoas participaram de uma manifestação contra a homofobia nesta sexta-feira (27), no campus da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), na Região Central de Minas Gerais. O protesto, chamado de “Bichaço”, foi motivado por um texto escrito pelo estudante de engenharia metalúrgica, Cláudio Porto Ribeiro, de 22 anos, que teria sido barrado em oito repúblicas federais e particulares por ser homossexual.

“Procurando por repúblicas para morar, me deparei com um problema que eu jamais imaginei que minha geração ainda precisaria lidar: ninguém me queria”, escreveu.

Cláudio afirmou que foi rejeitado por todas as casas que procurou em Ouro Preto.

“Quando eu passei no curso, recebi vários e-mails de repúblicas me convidando para morar nas casas. Na matrícula, me deram folhetos, me chamaram pra tomar um café. Aí eu visitei oito repúblicas particulares e federais. Quando eu disse que era gay, a coisa mudou. No mesmo dia recebi mensagens de todas dizendo que a vaga já havia sido preenchida, que eu não tinha perfil. Uma até disse que o estatuto da casa não permitia gays”, disse o estudante.

Por não ter sido aceito, a solução foi montar uma república própria. “Por sorte eu tinha amigos aqui. Agora a gente encontrou uma casa pra morar junto”, desabafa.

O estudante decidiu falar sobre o assunto porque, segundo ele, há colegas que não estão conseguindo morar em repúblicas por serem homossexuais e ainda não recebe ajuda da universidade. O texto ganhou repercussão nas redes sociais, motivando a ação desta sexta-feira.

A Ufop informou que oferece a alunos de baixa renda 96 vagas em apartamentos para quatro pessoas, 64 quartos individuais com banheiros, além de bolsas para os interessados em morar nas repúblicas particulares.

De acordo com o pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis da Ufop, Rafael Magdalene, o órgão repudia qualquer atitude discriminatória. “A homofobia é um tema recorrente e a universidade está atenta a essas questões. São questões que estão presentes na sociedade como um todo. Movimento que teve hoje (27) é importante e a Ufop dá apoio para que manifestações dessa natureza aconteçam”, defendeu.

Segundo a Ufop, as 59 repúblicas federais oferecem 792 vagas, sendo que há 158 disponíveis no momento. Ainda de acordo com a universidade, há mais de 300 repúblicas particulares em Ouro Preto.

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É isso amigos, continuemos na nossa luta diária pela sobrevivência e na esperança de dias melhores.

Abraços, Sam.

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