2015 – Semana 14: Da exposição contra a homofobia a aplicação da Lei Maria da Penha à Transexual

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Olá amigos,

Mais uma segunda-feira e é hora de conferir o que foi destaque na última semana.

EXPOSIÇÃO TRAZ FAMOSOS EM FOTOS CONTRA O PRECONCEITO EM SÃO PAULO

A atriz Vera Holtz foi pega de surpresa durante o lançamento do filme “Meus Dois Amores” para ser fotografada ao lado da frase “o avesso do avesso do avesso do avesso” escrita à mão. Tanto a frase quanto a letra são da própria atriz.

Na mesma ocasião, também de surpresa, o ator Alexandre Borges foi convidado a fazer uma foto em que aparece contra um fundo onde escreveu “Covarde!!!”.

Eles são alguns dos convidados a posar para as fotos da mostra “A Homofobia É… 50 Vozes Contra a Homofobia”, que foi aberta na segunda (30), na Prefeitura de São Paulo.

A mostra, que comemora dois anos do canal iGay, do portal IG, é também o lançamento de uma campanha on-line contra a homofobia.

A ideia é convidar pessoas a postarem suas fotos e frases sobre a homofobia na internet com a hashtag #ahomofobiaé. A exposição com 50 personalidades tem artistas, empresários e o prefeito da cidade entre os fotografados.

“Pedimos para cada um [dos registrados] criar a continuação da frase ‘homofobia é…’ e tem de tudo: doença, ignorância, ‘uó'”, diz Ana Ribeiro, editora do iGay e idealizadora da campanha junto do diplomata Alexandre Vidal Porto, colunista da Folha de S.Paulo.

Nem todas as fotos foram feitas “no susto”. “Marcamos algumas, mas sempre que fomos de surpresa, as pessoas toparam”, conta Ribeiro.

Entre os rostos estão também Marília Gabriela, Deborah Secco, Adriana Galisteu, Fabio Porchat, Arnaldo Jabor, o colunista da Folha de S.Paulo Drauzio Varella, entre outros. A exposição das fotos, produzidas por André Giorgi ficará na prefeitura até 9/4. De lá, segue para o Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073), onde fica de 13 a 30 de abril.

Via e Via

“FOI UMA FOTO ROUBADA” DIZ MARILIA GABRIELA SOBRE A FOTO DE THEODORO CROCHANE

Marilia Gabriela esteve no programa Roda Viva da TV Cultura no dia 30/03 e na formação da pergunta do jornalista Murilo Bomfim ele citou a foto tirada do ator Theodoro Crochane, seu filho, tirada no carnaval de Salvador e que até chegamos a citar aqui também.

A pergunta era se a sociedade tem “encaretado” e por isso ele citou o caso, como exemplo de homossexualidade e também citou relacionamentos de mulheres com homens mais novos.
Marilia partiu para a defesa do filho e disse que foi uma foto roubada e que não concorda com a exposição da sexualidade de uma pessoa sem a aprovação da mesma.

Eu concordo com ela. O ideal é que realmente as pessoas respeitassem a privacidade de cada uma e só fosse exposto aquilo que fosse consentimento, mas sabemos que isso na prática não existe e nem só no Brasil. Em grande parte do mundo há paparazzi clicando a vida de pessoas públicas o tempo todo.

Acho que deve ter sido uma situação constrangedora para eles que não queriam falar sobre isso, mas a partir do momento em que Theodoro beija um homem em público em um evento como o carnaval de Salvador, só resta dizer a si mesmo que fez merda, mas que de agora em diante sua condição sexual se torna público e pronto.

Quanto à mãe protetora e acolhedora, também creio que não tem muito a fazer. É dizer que isso é a vida particular dele e ponto final.

A atitude de Marilia sobre esse caso é semelhante à reação dos políticos brasileiros que diante de um fato que os incriminem, parte para o contra-ataque.

Via

JOGADORES DO ARSENAL FAZEM CAMPANHA DIVERTIDA CONTRA A HOMOFOBIA

Os jogadores do Arsenal (time inglês) foram convidados para fazer um vídeo com muito bom humor contra a homofobia.

A intensão é mostrar que não podemos mudar o que somos e eles dizem algumas coisas que não podem ser mudadas em si. Giroud diz que não pode “mudar o fato de ser lindo”.

Chamada #RainbowLaces, a ação criada por uma entidade que luta pelos direitos LGBT no meio futebolístico e convidou jogadores a usarem cadarços das chuteiras nas cores do arco-íris.

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ASSASSINOS DE HOMOSSEXUAIS CELEBRAM PRIMEIRO CASAMENTO GAY EM PRISÃO NA INGLATERRA

Seja por ironia do destino, ou não, o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo em uma cadeia na Grã-Bretanha tem como protagonistas dois homens condenados por assassinar gays. Os dois cumprem prisão perpétua por crimes diferentes e se conheceram na cadeia.

Marc Goodwin, de 31 anos, foi condenado por espancar até a morte Malcolm Benfold, de 57 anos, em Blackpool, no ano de 2007. O marido dele, Mikhail Gallatinov, de 40 anos, foi preso em 1997 pelo assassinato de Adrian Kaminsky, de 28 anos, em Manchester. Os dois crimes foram motivados por homofobia, conforme ficou provado nos tribunais.

A cerimônia, ocorrida na última sexta-feira (27), durou cerca de 15 minutos e teve a participação de quatro parentes deles.

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DISTRITO DE TÓQUIO SE TORNA O PRIMEIRO A RECONHECER UNIÃO GAY NO JAPÃO

Uma assembleia distrital em Tóquio se tornou nesta terça-feira (31) a primeira no Japão a reconhecer a união entre pessoas do mesmo sexo, um grande avanço para casais homossexuais em um país onde ser abertamente gay ainda é um tabu.

A decisão do distrito de Shibuya, em Tóquio, pode parecer insignificante se comparada com os Estados Unidos, onde o casamento gay só não é legal em 13 Estados, mas a proposta incentivou uma discussão sem precedentes sobre igualdade e pode abrir caminho para medidas similares em outros pontos do Japão.

A comunidade LBGT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) tem sido praticamente invisível no Japão, e as uniões civis legais ainda são um sonho distante. Casais do mesmo sexo costumam não poder alugar apartamentos.

Pessoas reunidas do lado de fora da assembleia de Shibuya comemoraram a aprovação da medida por grande maioria, e ativistas mostravam um cartaz de arco-íris com o dizer “obrigado, Shibuya”.

“Não é que queremos algo muito grande. Tudo que queremos é poder viver com as pessoas que amamos”, disse Fumino Sugiyama.

Pelas novas regras, que começam a valer no primeiro dia de abril, Shibuya, um dos 23 distritos de Tóquio e região de muitas embaixadas e também um ponto jovem da moda, vai emitir um certificado reconhecendo casais do mesmo sexo, com base em várias condições. Esse documento deve permitir que casais aluguem apartamento e se visitem quando num hospital.

O debate tomou as redes sociais no momento em que o projeto foi lançado, com os jovens geralmente a favor. Perguntado no Parlamento, o primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou que parlamentares precisam ser “muito cuidadosos” quando avaliassem se fariam ou não mudanças constitucionais para reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Alguns na comunidade LGBT também têm se mostrado cautelosos, dizendo que a medida estava sendo usada politicamente para melhorar a imagem do Japão no exterior. No entanto, a maioria celebrou as novas regras. Dois outros distritos de Tóquio e a cidade de Yokohama estão considerando medidas similares.

“Acho que para os gays isso foi realmente um avanço”, afirmou Bob Tobin, escritor e morador de Tóquio, cujo casamento com o seu parceiro japonês nos Estados Unidos não tem reconhecimento legal no Japão.

“Tomara que todo o Japão se dê conta, e eu espero que outras regiões e cidades sigam o exemplo.”

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‘LOUCURA HOMOFOBIA NÃO SER CRIME’

Fernanda Torres comentou sobre a personagem homossexual que sua mãe, Fernanda Montenegro, vive em “Babilônia”, e a respeito do conservadorismo das pessoas que têm vindo à tona após a trama estrear.

“A mamãe é incrível. Brinco dizendo que ela é o homem da relação das duas. Não sei o que dizer (sobre a polêmica), não sei bem se a questão é o beijo das duas. Talvez tenha sido o fato de ter acontecido no primeiro capítulo…”, disse a atriz ao portal iG.

“Não sei se o beijo é o problema, mas acho que a sociedade brasileira está mudando, e está se revelando. Tem um lado conservador e que é legítimo, existe esse lado e ele merece ser ouvido e visto. Acho incrível a novela está suscitando isso”, disse sobre o boicote feito pelos evangélicos à trama das nove.

“Lembro de ‘Vale Tudo’, que tinha esse grau de revelar um país corrupto e caminhando para a abertura democrática. E hoje a gente sofre uma desilusão democrática. Achamos que ainda é a melhor forma de governo, mas não é a solução para resolver problemas terríveis de desigualdade. As pessoas estão chocadas e talvez queiram esperança. Envolve tudo isso. É a sociedade conservadora, a questão da homofobia, que é uma loucura não ser crime ainda. Estão matando pessoas por isso. Acho que o Brasil está assustado com ele mesmo. É isso que eu acho”, completou.

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JOVEM RELATA AGRESSÕES POR HOMOFOBIA NO RIO DE JANEIRO

Um jovem foi agredido na madrugada do sábado (28) quando voltava de uma festa, na Pavuna, Subúrbio, em mais um crime de preconceito.

Ruan, de 25 anos, caminhava para casa quando criminosos o assaltaram e saíram. Segundo depois, voltaram e iniciaram socos e pontapés, acompanhados de insultos racistas e homofóbicos.

O rapaz, que chegou a pensar que fosse morrer, caminha com dificuldade. Os hematomas estão por todo o corpo: ombro, costas, quadril e na planta do pé. O crime foi na Rua Mercúrio, a 500 metros da delegacia do bairro, às 4h30.
Ruan teme possíveis represálias, está muito abalado e diz ter medo de sair na rua.

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PIZZARIA FECHA AS PORTAS APÓS NEGAR ENTREGA A CASAL GAY E GERA REPERCUSSÃO

A pizzaria Memories Pizza, que fica em Walkerton, no estado de Indiana, Estados Unidos, fechou as portas após negar atendimento a um casal homossexual e ser tachada de “pizzaria anti-gay” no bairro e nas redes sociais. De co-propriedade de Kevin O’Connor e sua filha, Crystal O’Connor, o estabelecimento foi alvo de comentários após dizer não a um casal gay que solicitou a entrega de pizzas em seu casamento. A informação é do site Huffington Post, dos Estados Unidos.

Depois da repercussão, a página da pizzaria na internet recebeu centenas de comentários de represália à atitude e o telefone dos comerciantes não parou de tocar. Eles, no entanto, alegam não ter nada contra homossexuais mas dizem que “o atendimento a casamentos gays vai contra suas crenças”.

“Se um casal gay entrou e queria que nós atendêssemos com pizzas para o seu casamento, eu tinha que dizer não”, disse Crystal ao canal local de televisão ABC 57, e completou: “Somos uma instituição cristã”.

Após a negação, os empresários relatam ter fechado a pizzaria por terem recebido ameaças. Uma página na internet criada para defender a reabertura da pizzaria, no entanto, vem chamando atenção na web. A campanha “Apoio à Memories Pizzaria” foi criada dias depois do fechamento do comércio e, em 48 horas, arrecadou o equivalente a R$ 1,2 milhão.

Em entrevista à Fox News, Crystal disse que, embora não esteja pronta para abrir a pizzaria mais uma vez, ela acredita que Deus é responsável pelo apoio que tem recebido.

“Deus nos abençoou para defender o que acreditamos, e não negar”, disse Crystal.

Além da arrecadação de fundos, dezenas de pessoas acamparam em frente ao local onde funcionava a pizzaria com o argumento de “juntar a comunidade novamente”, como informou o Huffington Post.

“Nós não estamos aqui para condenar ou perdoar os proprietários do estabelecimento. Estamos aqui para mostrar-lhes que podemos dar o amor para as pessoas, apesar de nossas diferenças “, disse a líder do coletivo, Sherry Klinedinst.

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CAMPANHA “SOU TRANS E QUERO DIGNIDADE E RESPEITO” REÚNE MANIFESTANTES DE TODO BRASIL

No último domingo, 29 de março, travestis, mulheres transexuais e homens trans de todo Brasil lançaram a campanha nacional “Sou Trans e Quero Dignidade e Respeito”.

A campanha, realizada a partir do envio de vídeos individuais nas redes sociais, tem como objetivo ressaltar o respeito à identidade de gênero e o tratamento condizente com esta identidade.

Ainda em circulação, a campanha também destaca iniciativas como a do nome social, que prevê o respeito à identidade de gênero pela sociedade, além do pedido de aprovação da Lei João Nery, também conhecida como Lei de Identidade de gênero.
#‎SouTransEQueroDignidadeeRespeito

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TJ-MT APLICA MARIA DA PENHA EM RELACIONAMENTO COM TRANSEXUAL

Uma transexual, de 44 anos, de Cuiabá (MT), conseguiu na Justiça medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha, alegando que, tendo alma feminina e um parceiro do gênero masculino, sofreu violência doméstica, como qualquer mulher comum, durante o relacionamento. A decisão é inédita em Mato Grosso e apenas a segunda no Brasil.

A transexual, que não quer expor o nome, conta que apanhava em casa de todas as formas e inclusive sofreu facadas. O que aconteceu com ela, de acordo com a defensora pública Rosana Barros, não difere em nada do que vivenciam mulheres heterossexuais.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) acatou a petição na íntegra, com base no artigo 2º da Lei Maria da Penha, que reconhece uniões homoafetivas.

A Lei Maria da Penha assegura direitos de mulheres e pessoas que se identifiquem como tal.

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Deixem suas opiniões e suas críticas e a gente volta a se encontrar na semana que vem.

Abraços, Sam.

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