2015 – Semana 21: Dia Internacional de Combate a Homofobia, XII Seminário LGBT do Congresso Nacional e o sim ao casamento igualitário na Irlanda

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Olá amigos,

Essa foi uma semana muito importante para a comunidade LGBT.

No domingo, dia 17, foi o dia internacional de combate a homofobia. Várias ações foram feitas em diversos países. Aqui no Brasil o perfil da presidente Dilma voltou a pedir a criminalização da homofobia.

Aconteceu na Câmara dos Deputados em Brasília, nos dias 20 e 21 o XII Seminário LGBT do Congresso Nacional. É óbvio que os mais conservadores tentaram inviabilizar a publicação, mas o congresso aconteceu com sucesso, inclusive com participação de integrantes da ONU.

E a Irlanda demonstrou ao mundo um ótimo exemplo de civilidade. Tornou-se o primeiro país no mundo a aprovar por um referendo o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Além dessas, há outras notícias que vocês podem conferir.

 

PERFIL DA PRESIDENTE DILMA NO FACEBOOK PEDE A CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) voltou a debater um dos pontos mais polêmicos da campanha presidencial do ano passado: a criminalização da homofobia. No seu perfil oficial no Facebook, a petista postou uma mensagem dando apoio a proposta, cujo projeto foi arquivado no Senado em janeiro deste ano. “A presidenta Dilma tem compromisso com o combate a todo tipo de violência, seja contra mulheres, negros ou homossexuais”, diz o texto publicado neste domingo.

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VÍDEO DA ONU DESTACA A DIVERSIDADE LGBT E LUTA CONTRA HOMOFOBIA

O vídeo da campanha da ONU “Livres e Iguais” que destaca a diversidade da comunidade lésbica, gay, bissexual, transexual e travesti (LGBT) ocupou os telões do Time Square, em Nova York. A transmissão fez parte das comemorações do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, celebrado no domingo (17) em países por todo o mundo.

Este ano a data foca na situação enfrentada pelos jovens na comunidade LGBT. O vídeo de dois minutos transmitido nas telas da Reuters e do Nasdaq, no coração de Manhattan, fala sobre as contribuições que esta comunidade faz para as famílias e grupos locais por todo o mundo.

O vídeo apresenta pessoas filmadas em seus locais de trabalho e residências, entre as quais uma bombeira, um policial, uma cineasta, uma designer, uma assistente social, uma professora, um eletricista, um médico e dois pais homoafetivos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também faz uma aparição na cena final do vídeo, ajudando a destacar o pedido da ONU de mais esforços conjuntos por uma maior aceitação e igualdade para as pessoas LGBT em todos os lugares. A cantora Sara Bareilles apoiou o projeto através da sua canção icônica Brave sendo utilizada como a trilha sonora do vídeo.

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POLÍCIA RUSSA PRENDE ATIVISTAS E REPRIME ATO CONTRA HOMOFOBIA

A polícia russa prendeu 17 ativistas no domingo (17) que se reuniram no centro de Moscou para soltar balões coloridos e marcar o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, disse um dos organizadores do malsucedido flashmob (aglomeração de pessoas para realizar alguma ação inusitada).

Cerca de 50 pessoas se reuniram em uma praça de Moscou, mas a polícia chegou com um ônibus e colocou os manifestantes dentro antes de que eles conseguissem abrir qualquer faixa ou cantar palavras de ordem.
Um dos organizadores, Andrei Obolensky, afirmou mais tarde que ele e outros ainda estavam detidos em uma delegacia, e apenas um deles foi solto.

A comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBT) está sob maior pressão na Rússia desde que o presidente Vladimir Putin tomou uma linha mais conservadora a partir do início de seu terceiro mandato em 2012.

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IRLANDESES APROVAM CASAMENTO GAY EM REFERENDO

O eleitorado irlandês aprovou com 62,07% dos votos no referendo realizado nesta sexta-feira a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O resultado foi confirmado neste sábado pela Comissão eleitoral.

A Comissão informou que 60,52% dos eleitores aptos a votar comparecem às urnas, o índice de participação mais alto desde o referendo sobre a legalização do divórcio, em 1996.

A Irlanda se transformou no primeiro país do mundo a autorizar por vontade popular o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uniões que a partir de hoje estão amparadas pelo artigo 41 da Carta Magna, que concede proteção constitucional e as equipara ao casamento convencional.

Durante a campanha a Igreja Católica, apoiada por um reduzido número de grupos conservadores, anti-aborto, e uma minoria de senadores e deputados, sustentou que o casamento gay atenta contra os valores da família tradicional e modificará radicalmente os processos de adoção e de barriga de aluguel, e ao mesmo tempo acabaria com os direitos das crianças.

A República da Irlanda promulgou em 2010 a lei de Relações Civis que concedia reconhecimento legal aos casais homossexuais, mas não qualificava essas uniões de casamento.

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XII SEMINÁRIO LGBT DO CONGRESSO NACIONAL

Representantes da sociedade civil, religiosos e deputados defenderam nesta quarta-feira, na Câmara, a ampliação do diálogo com a diversidade para combater o discurso de ódio presente em redes sociais contra minorias, em especial contra a comunidade LGBT. Eles participaram do 12º Seminário LGBT do Congresso Nacional, que tem o tema “Nossa vida d@s outr@s – A empatia é a verdadeira revolução”.

Para Raquel Recuero, pesquisadora das áreas de redes sociais e comunidades virtuais e professora da Universidade Católica de Pelotas, o discurso de ódio presente nas redes sociais está relacionado ao poder simbólico e às formas de dominação. “Acabamos reproduzindo e legitimando com curtidas esse discurso online”, alertou.

Recuero afirmou que analisou redes sociais e viu associação de discursos de ódio contra minorias, como homossexuais e negros, em especial em uma cultura de indiretas com piadas críticas: “A piada reforça o discurso negativo. As pessoas são culturalmente preparadas para falar algumas coisas.” De acordo com ela, deve haver um enfrentamento não em relação às pessoas que proferem discursos de ódio, mas ao discurso em si. A pesquisadora defendeu o investimento em educação para as redes sociais, para evitar a reprodução de discurso de ódio.
Ódio no Facebook

Para o coordenador da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), o Facebook é o lugar por excelência do ódio. “As pessoas estão se excluindo porque não conseguem dialogar”, lamentou. De acordo com ele, é necessário ampliar a escuta empática entre a comunidade LGBT e a população cristã. O parlamentar comentou sobre os ataques que sofre em redes sociais: “Não sou uma máquina. A minha mãe assistindo a isso é doloroso.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que as manifestações de ódio, desrespeito e desconsideração nas redes sociais “projetam-se em ondas na realidade objetiva”. Segundo a parlamentar, o discurso das redes sociais compõe e produz a realidade. “Temos de analisar como o discurso da fobia de gênero produz uma violência que chega a níveis insuportáveis”, afirmou.

Intolerância religiosa

A secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastora luterana Romi Bencke, disse que o grande desafio hoje em relação à violência é a intolerância religiosa, em especial a intolerância cristã. “Essa intolerância nos mostra a falta da abertura para estabelecer um diálogo saudável entre tradição e o processo de modernização. A falta de diálogo faz com que a própria religião fique fora do tempo”, disse.

De acordo com a pastora, o Estatuto da Família (PL 6583/13) em discussão na Câmara é uma forma de projeto restaurador do mundo proposto por uma visão religiosa sem diálogo, assim como a “cura gay”, a redução da maioridade penal e a idealização da mulher como mãe. “A base da intolerância está na dificuldade do reconhecimento no outro. É uma arrogância identitária”, avaliou. Segundo Romi Bencke, a “extrema direita” no Brasil descobriu que a religião é um elemento interessante para levar adiante suas concepções de mundo.

Já o padre da diocese de Lorena (SP) Wagner Ferreira da Silva falou que o ódio nas redes sociais é a ponta do iceberg da violência. Ao citar falas de papas, ele afirmou que a paz corre perigo quando a dignidade humana não é respeitada, quando a convivência não é orientada para o bem comum: “A violência é o mal, é inaceitável como solução para os problemas.” Segundo ele, o uso da violência constitui deformação das práticas religiosas.

Humor

Pedro HCM, idealizador do canal de humor Põe na Roda, composto por jovens LGBT, contou que o humor foi a forma encontrada para poder falar sobre questões próprias da comunidade e de sexualidade em geral: “Juntei duas características minhas, que são fazer humor e ser gay. É curioso conseguir cativar a empatia com heterossexuais pelo canal. Conseguimos de maneira leve e sem tabu tratar de temas que normalmente são mais sérios.”

Diálogo

O deputado Flavinho (PSB-SP) ressaltou a importância do seminário e disse que, apesar de discordar de posições do deputado Jean Wyllys, compreende a importância do diálogo para trabalhar contra a violência. “Vamos somar forças para que ninguém seja submetido a menos direitos. Acredito no estado laico, apesar de ter uma fé católica bem embasada.”

Wyllys ressaltou a alegria em ver no seminário discursos de empatia e de maior diálogo entre a comunidade LGBT e cristãos. Maria do Rosário elogiou os discursos dos deputados Jean Wyllys e Flavinho. “Percebo uma conexão que não é para este momento, mas histórica. Se conseguirmos recuperar o tema da laicidade no âmbito da estrutura pública e do Estado, teremos um elemento fundamental para um Brasil que é multicultural, multirracial, multirreligioso e não religioso.”

O seminário é realizado por três comissões da Câmara (Legislação Participativa; Cultura; e Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) a pedido dos deputados Jean Wyllys, Luiza Erundina (PSB-SP), Glauber Braga (PSB-RJ), Janete Capiberibe (PSB-AP) e Luciana Santos (PCdoB-PE).

O evento teve também debates sobre agressão, injúria e difamação, tolerância e respeito às diferenças à tarde.

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QUARTA EDIÇÃO DA PARADA GAY EM MARINGÁ REÚNE CENTENAS DE PESSOAS

A 4ª edição da Parada LGBT de Maringá, no norte do Paraná, reúne centenas de pessoas na tarde deste domingo (17). A concentração do evento, que também é conhecido popularmente como Parada Gay, começou às 14h na Praça Raposo Tavares, no Centro.

Com trios elétricos e carros de som, o grupo fez uma passeata pelas principais ruas da cidade para protestar contra o preconceito. Às 16h30, a Polícia Militar (PM) informou que tinha contabilizado 500 participantes.

O evento encerra a 4ª Semana Maringaense de Combate à Homofobia, que começou no dia 11 de maio. A edição deste ano tem como tema a frase “Quem sou eu para julgar?”, dita pelo Papa Francisco após a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.

Na última edição, o tema utilizado pelo movimento foi “Por uma Maringá mais colorida e sem transfobia”. Já em 2013, “Estado laico e os direitos humanos” foi o escolhido. E na primeira edição, em 2012, a Parada LGBT teve como tema “Eu quero minha cidade livre da homofobia”.

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CONDENADO POR ABUSO TEM PENA REDUZIDA NA ARGENTINA PORQUE VÍTIMA DE 6 ANOS SERIA GAY

Um tribunal argentino reduziu a pena de um homem condenado por abuso sexual a um menino de 6 anos em 2010 porque a vítima seria homossexual.

A pena que estava em seis anos foi diminuída para três anos e dois meses. Na decisão, os juízes Horacio Piombo e Benjamón Sal Llargués, da Câmara de Cassação de San Isidro, em Buenos Aires, concluíram que a criança “já tem sua sexualidade definida” e, por isso, o delito “não foi tão ultrajante”. O texto também diz que a vítima tinha “uma orientação sexual homossexual e estava habituada [aos abusos]”.

A criança foi violentada por um dirigente do time de futebol em que jogava, chamado Club Florida. No entendimento dos juízes, não há “agravante” neste caso devido ao fato de a criança ter sido abusada anteriormente pelo pai, que foi julgado em outro processo.

Em meio à crescente polêmica no país, o juiz Piombo defendeu sua decisão argumentando que a sentença segue de acordo com o Código Penal do país e que o “gravemente ultrajante” para a criança foi o abuso cometido pelo seu pai antes. Diante das críticas, Piombo afirmou que o assunto se trata de um “tema político”.

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PROFESSOR OUVE CHAMAREM ALUNO DE GAY E FAZ ALGO INÉDITO

Omar Currie de 25 anos é professor do ensino primário nos EUA, ouviu alguns alunos chamarem de “gay” e “mulher” a outro aluno. Ao invés de os levarem ao gabinete do diretor, tentou uma abordagem diferente: leu a toda a turma um conto sobre uma relação homossexual (‘King & King’, de Linda de Haan e Stern Nijland).

Currie, que também é homossexual, disse que queria ter uma conversa honesta com os seus alunos sobre a temática e sobre como tratar as pessoas que parecem diferentes.

Houve diferentes reações por parte dos alunos e conseguiu explicar de uma forma educativa todos a questões levantadas, no âmbito de uma discussão sem conflito.

A decisão de Currie, no entanto, gerou alguma controvérsia e pelo menos três encarregados de educação apresentaram queixa na escola. Foi realizada uma reunião onde se decidiria se o livro em questão deveria ou não ser banido. Ficou decidido que não.

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MAIOR IGREJA EVANGÉLICA DA FRANÇA APROVA CASAMENTO GAY

No domingo (17) a Igreja Protestante da França – maior denominação do país com 110 mil seguidores – decidiu que irá abençoar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Os pastores da igreja participaram de um sínodo e votaram a respeito do tema, foram 94 votos a favor e três contra, segundo informações do porta-voz da denominação.

Na França o casamento civil gay está legalizado há dois anos, e agora os casais que se interessarem em também receber a benção religiosa poderão procurar pela Igreja Protestante da França.

Mas ela não é a primeira denominação protestante a aceitar essas uniões, a Missão Popular Evangélica – uma igreja bem menor que a igreja francesa – já realizava a bênção a casais homossexuais.

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PASTOR AMERICANO ABDICA APÓS DESCOBERTA CONTA EM APLICATIVO DE ENCONTROS GAY

Matthew Makela, natural de Midland, no Michigan, é um pastor luterano casado com cinco filhos, conhecido localmente por falar da homossexualidade como uma “tentação de pecadores”.

Pois bem, esta semana decidiu abdicar ao cargo. A razão? Encontraram a conta de Matthew no aplicativo ‘Grindr’.

Nas publicações do aplicativo o pastor descrevia-se como uma pessoa que estava à procura de se “divertir” com um homem e chegou mesmo a publicar fotos com roupas intimas.

Na página de internet oficial da igreja luterana St. John, à qual Matthew pertencia, pode ler-se que o pastor abandonou o cargo mas é pedido que não se dê atenção ao que é escrito nas notícias ou nas redes sociais.

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DUAS EM CADA DEZ EMPRESAS SE RECUSAM A CONTRATAR HOMOSSEXUAIS NO BRASIL

Quase 20% das empresas que atuam no Brasil se recusam a contratar homossexuais. A conclusão é de uma pesquisa da empresa de recrutamento e seleção Elancers, que entrevistou 10 mil empregadores e mostrou que muitas companhias preferem rejeitar um candidato gay por temer que sua imagem seja associada a ele.

Cerca de 7% dessas empresas não contratariam homossexuais “de modo algum”, diz o estudo, enquanto 11% só considerariam a contratação se o candidato jamais pudesse chegar a um cargo de visibilidade, como o de executivo.

A pesquisa cita a justificativa de uma das recrutadoras entrevistadas, cujo nome foi preservado: “As empresas rejeitam homossexuais para posições de nível hierárquico superior, como diretores, vice-presidentes ou presidentes porque esses cargos representam a organização em eventos públicos e a associação de imagem poderia ser negativa para a companhia”, diz ela. “Quando falamos de escolas, as restrições a homossexuais são maiores por várias razões, mas principalmente pelo receio em relação aos pais dos alunos.”

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ENEM FACILITARÁ USO DO NOME SOCIAL POR TRAVESTI E TRANSEXUAL

Travestis e transexuais poderão solicitar este ano o uso do nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) após a inscrição pela internet. O nome social passou a ser adotado oficialmente na aplicação do exame no ano passado, mas era preciso solicitar o uso por telefone. No dia do exame, as pessoas trans deverão ser tratadas pelo nome com o qual se identificam e não pelo nome que consta no documento de identidade. Além disso, usarão o banheiro do gênero com o qual se identificam.

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CASO DE MENINA TRANSEXUAL CHILENA REABRE DEBATE SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO

O debate sobre os direitos das crianças transexuais veio à tona no Chile por causa do caso de um menino de cinco anos que há dois meses começou sua transição social para o gênero feminino e abriu uma batalha legal contra seu colégio, que se recusou a aceitar a mudança.

“É a primeira vez que no Chile uma família assume a transexualidade de sua filha publicamente, este caso marcará um antes e um depois nos direitos dos transexuais”, disse à Agência Efe o dirigente do Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), Rolando Jiménez.

Apesar de ter nascido com o sexo masculino, Baltazar Escobar sempre se identificou como uma menina, motivo pelo qual seus pais, acompanhados por médicos especialistas, decidiram empreender a transição rumo a sua nova identidade feminina.

Os pais de Baltazar, agora chamada Andy, pediram ao colégio Pumahue, em Chicureo, um bairro de classe média alta nos arredores de Santiago do Chile, que aceitassem o novo nome de sua filha e a permitissem usar o banheiro feminino.

O pedido foi rejeitado pelo colégio, que alegou que não podia por lei ignorar o nome e o sexo real do aluno matriculado, e acrescentou que o pedido violava o projeto educacional do centro escolar.

Diante da recusa em aceitar a mudança, os pais de Andy tiraram seus três filhos do colégio e apresentaram uma ação civil por discriminação arbitrária e pelo direito à identidade de gênero.

No domingo, Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, o Canal 13 chileno exibiu uma reportagem em que a própria Andy e sua família explicaram o processo e a batalha legal contra a escola.

“Nós estamos fazendo isto para que minha filha e todas as crianças que têm a mesma condição tenham a vida mais fácil e não sejam discriminadas”, explicou Víctor Escobar, o pai de Andy.

A reportagem, que teve um grande sucesso de audiência, abriu o debate nas redes sociais, e se tornou ‘trending topic’ no Chile.

“Este é o primeiro caso que aparece publicamente e por isso um sinal para muitos pais e mães que estão em uma situação como esta para comparecer às instituições e exigir que suas crianças não tenham os direitos violados”, assinalou o dirigente do Movilh.

O caso de Andy se tornou público em um momento no qual o Congresso do Chile discute a Lei de Identidade de Gênero, que propõe, por exemplo, que a mudança de nome e de sexo possa ser realizada com apenas um trâmite administrativo no cartório civil.

“A população transexual é uma mais vulneráveis do Chile e, portanto, a divulgação do caso de Andy é uma verdadeira contribuição para o debate político, cultural e legislativo do coletivo transexual”, disse Jiménez.

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SORVETE MAGNUM LANÇA CAMPANHA COM TRANSEXUAIS

A marca de sorvetes Magnum lançou no Festival de Cannes, no último dia 15, a sua mais nova campanha.

Ousada e corajosa, os quatro vídeos trazem transexuais, que falam sobre suas escolhas e pontos de vista. O primeiro é mais artístico e simbólico, enquanto os outros três trazem as entrevistas.

O mote da campanha é “Be True To Your Pleasure” (“Seja fiel ao seu prazer”).

“Este filme celebra as maneiras que um grupo específico de indivíduos abraça seu prazer pessoal de uma forma particularmente corajosa, em um esforço para inspirar e incentivar todas as pessoas a ser fiel a seu prazer”, contou Sophie Galvani, Marca Global Vice-Presidente da Magnum.

Não fica totalmente claro, nos vídeo, se os protagonistas se definem como transexuais, travestis ou drag queens, por exemplo. A ideia da campanha é, justamente, mostrar a pluralidade de caminhos.

Blake, por exemplo, fala que ele pode ser ambos: homem e mulher.

Já James se identifica tanto como homem quanto como mulher. Ele diz gostar de ter criado a sua própria identidade, no “meio do caminho” entre o masculino e o feminino.

A trilha sonora traz a música “Umbrella”, da cantora Rihanna.

A criação é da agência espanhola Lola.

 


Os demais vídeos podem ser vistos no canal do Magnum no Youtube.

Via e Via
E continuemos esperando por dias melhores, para sempre!

Abraços, Sam.

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