2017 – Novo ano, velhos desejos

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E um novo ano começou, de novo.

E eu percebi que a minha lista desse 2017 é a mesma do ano passado e dos anos anteriores.

Eu tenho o hábito de fazer listas, gosto da forma como isso deixa tudo organizado para mim, parece deixar mais claro para onde estou indo e de onde estou vindo.

Atualmente eu tenho uma lista com 6 grandes itens, mas percebi que venho trazendo ela do jeitinho que está já faz tempo, talvez há uns dez anos!

O principal item, ou o item que nunca avançou um passo nesses anos todos, é o famoso relacionamento. E como isso cansa.

Voltei aos aplicativos, aos grupos do Facebook e, quem sabe, até para as baladas eu volte na esperança de encontrar a tal “cara metade”.

E tudo isso para quê?

Ter alguém é importante mesmo? Viver um amor é fundamental para vida? Será que é a sociedade nos cobrando com aquelas velhas perguntas no Natal sobre os “namoradinhos” que nos empurra para isso? Ou será que é a nossa cultura que fica exibindo isso a cada filme, comercial, livro ou em qualquer outro meio que consiga? Ou será ainda que é da natureza da nossa espécie essa procura?

Seja como for, às vezes eu tenho a sensação que poderia ser mais feliz sabendo que sou desejado por alguém por quem também sinta atração.

Outras vezes, contudo, tudo que eu queria era poder viver satisfeito, mesmo sem ter alguém, apenas curtindo as muitas coisas boas que já estão presentes na minha vida.

O desafio disso é a autoestima que parece ficar abalada quando a gente pensa que ninguém por quem nos sentimos atraídos, sente atração por nós.

Viver com isso tem sido talvez meu maior desafio, é algo com o qual eu tenho lutado sempre para não me deixar cair ou abalar quando me dou conta de que não sou suficientemente atraente em meio ao “mundo gay”.

Seria incrível se a medicina inventasse um remédio que acabasse com esse desejo, assim talvez eu não passasse tanto tempo buscando algo que não depende só do meu esforço.

Até por quê, tudo que depende de mim é mais fácil conseguir (obviamente), mas esse algo que depende de outras pessoas, de seus desejos, anseios e expectativas, parece estar um pouco inacessível para alguém como eu.

Espero que a próxima virada de ano, de 2017 para 2018, seja finalmente diferente para mim. E que seja melhor, com alguém ou finalmente aprendendo a ser feliz sozinho.

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