A visita do vampiro Amor, um conto gay sobre sentimentos e desejos

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A visita do vampiro Amor é um conto gay sobre sentimentos e desejos envolvendo um jovem que recebe a visita de um dos seres da noite e se apaixona por ele.

A visita do vampiro Amor

Esta noite eu fui mordido por um vampiro. Amor, esse era seu nome.

Ele já andava sorrateiramente pela vizinhança e eu até já tinha ouvido histórias a seu respeito, mas não sou dado a me influenciar por fofocas, então na madrugada, enquanto tentava dormir, ouvi um barulho estranho em minha casa.

Levantei minha cabeça levemente e o vi em pé dentro do meu quarto. Foi estranho vê-lo parado perto do parapeito de minha janela me mirando com aqueles olhos escuros e profundos.

Ainda deitado senti meu coração bater acelerado, mas não pude me mover. O medo me paralisou.

Amor estava nu e pude ver uma tatuagem estranha cobrindo todo seu ombro esquerdo. Sua cabeça inclinou levemente na direção da tatuagem, e então, num salto, ele pulou sobre minha cama e me olhou ainda mais profundamente.

Deitei novamente na cama olhando para sua boca que abria lentamente, seus caninos eram pontudos e maiores do que supunha ser necessário. Seu tronco desceu ao meu encontro e eu inspirei fortemente e segurei a respiração.

O hálito de Amor tocou a pele da minha jugular segundos antes de eu sentir os furos que aqueles caninos fizeram habilmente. A sensação de ter seu sangue sugado é estranha, ainda mais quando sobre seu corpo está um forte, pesado e pelado Amor.

Não sei quanto durou, mas em algum momento seu tronco voltou a se levantar e pude novamente ver seu rosto, agora com expressão saciada.

Ele sorriu o sorriso mais frio e doce que vi e pulou da cama em direção à janela. Saiu por ela em direção à lua cheia que iluminou todo aquele espetáculo muda, inerte e entediada.

O mais complicado em ser mordido por Amor não são os dois furos incicatrizáveis que carregamos no pescoço, ou a falta de sangue que nunca pode ser reposto, mesmo com todas as transfusões emergenciais realizadas pelo ótimo Hospital Central.

O pior mesmo é a falta que nos faz sermos sugados novamente por seus caninos pontudos.

Ninguém revela, pois seria um sacrilégio, mas todas as vitimas de Amor deixam a janela aberta noite após noite na esperança de ver seus olhos escuros novamente.

Para ser completamente sincero, eu acho que sorri durante aquela mordida. Acho que ali eu fui feliz.

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*Este conto gay é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

**Imagem meramente ilustrativa.

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