Conversas do babado com Guilherme Barranco

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E nosso barbudo entrevistado da vez é Guilherme Barranco, um ursão lindo e cheio de malícia.

Guilherme encarou a curiosidade dos barbudos sem medo e falou abertamente a respeito de diversos assuntos, alguns bem picantes.

Como sempre, selecionamos algumas perguntas para compartilhar por aqui, porém as mais ousadas só estão disponíveis no grupo.

Como trilha para este bate papo, indicamos um clássico de Frank Sinatra, uma música que o barbudo curte bastante. Assim, você já conhece um pouco mais da personalidade dele:

Como você descreveria a sua personalidade? E o que te envolve culturalmente falando?

Guilherme Barranco – Sou um cara tranquilo, engraçado, simpático, algumas horas bem mandão, pois tenho uma característica forte de liderança e iniciativa. Sou um cara muito ligado à família, religioso (sou espírita kardecista praticante) e sou muito direto e objetivo. Acho que é mais ou menos isso.

Culturalmente falando, sou um cara que adoro a cultura POP. Sou um tiquinho nerd, sempre li histórias em quadrinho, adoro cinema, especialmente SCI-FI. Adoro artes, especialmente pintura. Na área da música sou bem eclético, adoro opera, pop, rock, MPB e alguns sertanejos, mas também tive uma fase de axé. Adoro cantar em karaoke e acho que o povo gosta quando eu canto. Adoro ler, sou daqueles que passa o dia lendo se deixar, adoro ler sobre história, política, romances, etc. Enfim, me considero um cara medianamente culto, queria ser mais, ter mais tempo pra ler, ver mais exposições, etc.

Como era o Guilherme antes e como o Guilherme se vê hoje?

Guilherme Barranco – O Guilherme de ontem era um cara super inseguro, totalmente enrustido, extremamente retraído e reservado justamente por ter sofrido bullying na escola por ser gay, isso até a 8a. Série. Dai mudei de colégio e transformei totalmente a minha vida, mudei meus amigos, mudei os lugares que eu frequentava e pude me descobrir, me soltar um pouco. Passei uma fase ainda meio fechada porque ainda era enrustido e não me aceitava, mas pelo menos deixei pra trás o bullying. Com o tempo cresci demais, adquiri confiança, segurança, pude me assumir e ser aceito pela família sem restrições, e hoje sou isso que vocês vem, sou um cara simpático, engraçado, tenho humor ácido e rápido. Aprendi a gostar de mim, me sentir bonito e me esforço pra ser uma pessoa interessante, inteligente e espirituoso, mas acima de tudo, um cara com muito bom senso e um tiquinho de mau humor de manhã, porque afinal de contas, não sou obrigada, hehehe.

Como foi a infância do Guilherme?

Guilherme Barranco – Apesar do bullying que acontecia no colégio, mas que foi já depois da 5a. Série, acho que posso dizer que tive uma infância feliz. Até 10 anos eu morava em casa, na zona norte de São Paulo, então eu tinha uma liberdade muito grande. Especialmente porque do lado da minha casa tinha a casa da minha a avó de um lado e do outro a casa de duas tias, então a gente vivia entrando e saindo toda hora, pulando muro, correndo, andando de bicicleta e brincando com os vizinhos e primos. Também tinha uma casa em Ubatuba e passávamos as férias inteiras lá, com muita liberdade e muitos amigos. Enfim, fui muito feliz, quebrei bacia, perna e o braço uma duas vezes, abri o queixo andando de bicicleta e me divertia muito!

O que almejas para vinda deste novo ano que vem chegando (2015)?

Guilherme Barranco – Pra esse ano que entra almejo que meu escritório novo se consolide, que meu pai tenha alguma melhora e que eu possa resolver alguns problemas familiares pendentes. Também queria voltar a namorar sério.

O que te irrita e o que te acalma?

Guilherme Barranco – O que me irrita? Gente sem noção e limites, gente sem inteligência, aproveitadores e oportunistas. Também me irrito com lerdeza e burocracia em todos os aspectos (rs). O que me acalma? Comida, banho, punheta e ver o mar e as matas.

O que alguém pode fazer contigo que você consideraria imperdoável?

Guilherme Barranco – Confesso que sou um cara que tenta viver a vida sem mágoas e sem gastar energias com coisas imperdoáveis. De vez em quando não é fácil, mas sou do tipo que explode, bota pra fora e não pensa mais no assunto, então quase tudo é perdoável. Já perdoei traição de namorado, traição nos negócios, e talvez o que tenha sido mais difícil foi perdoar a alguns entes queridos. Enfim, acho que só não consigo perdoar quem machucar a minha mãe e a minha sobrinha. Acho que esse é meu limite objetivo atualmente.

Um filme e uma música?

Guilherme Barranco – Escolher um só é praticamente impossível, mas se é pra escolher eu diria: Filme: Simplesmente Amor, é bobinho, água com açúcar, mas fala de uma coisa bem legal que é as múltiplas formas que o amor se apresenta e se desenvolve. Tem uma parte, bem no comecinho, que diz uma verdade muito grande, ele diz que as pessoas que morreram nos atentados de 11/09, que sabiam que iriam morrer, utilizaram seus últimos minutos ao telefone pra ligar pros amados e dizer que os amavam demais, não houve nenhuma mensagem de revolta, desespero, raiva, só amor, e essa é uma das coisas que não sai até hoje da minha cabeça, acho linda essa constatação; Música: My Way, do Frank Sinatra. Além de ser uma música “de trabalho”, acho que ela é tão bonita, tão verdadeira.

Já casou? Tem planos de se casar?

Guilherme Barranco – Eu morei junto com meu namorado por dois anos, e pra mim foi como um casamento. Infelizmente percebi que precisava conhecer melhor e mais profundamente a pessoa antes de morar junto, e até penso na possibilidade de voltar a casar no futuro, mas só depois de namorar uns dois ou três anos antes.

Você gosta de crianças? Já pensou ou pensa em ser pai? Como vê a questão da paternidade em sua vida?

Guilherme Barranco – Gosto de criança sim, mas não sou daqueles de ficar louco por elas, nunca foi um sonho meu ser pai, mas em duas ocasiões, quando dois namoros ficaram sérios, eu pensei sim em eventualmente ter filhos. Enfim, pra mim ter filhos não é um projeto de vida, e só teria se fosse uma decisão e um projeto do casal. Acredito que se não tiver filhos não será um grande problema pra mim. Apesar de todo mundo me dizer que eu seria um ótimo pai.

Já amou alguém a ponto de não conseguir se ver sem aquela pessoa?

Guilherme Barranco – Não, sou um cara mais sensato e mais tranquilo no amor, tenho a visão de que amores vem e vão, e não deposito minha felicidade em alguém. É ótimo namorar, casar e ter alguém com quem construir a vida, mas esse excesso de amor acho que no fundo é só posse, insegurança e ilusão. Assim, nunca senti que não conseguiria viver sem alguém em específico.

Tua opinião sobre o poliamor? Viável ou inviável?

Guilherme Barranco – Gosto muito da ideia do poliamor, acho que pra mim tem mais sentido do que esses relacionamentos baseados em posse e pertencimento, mas acho que pra ser viável depende muito de todos os envolvidos, teria que ser com pessoas muito seguras, maduras e abertas. Confesso que não sei se tenho essas características de forma tão marcante (rs), mas só saberei se passar por isso.

Se você pudesse escolher alguém famoso pra namorar, quem seria? E por que?

Guilherme Barranco – Acho que namoraria o Zachary Quinto, porque ele é lindo, gay e ativista (rs). Também namoraria o Henry Cavill, só porque ele é bonito demais! (rs).

Como você lida com o assédio? Como é se sentir desejado?

Guilherme Barranco – Confesso que não me sinto assediado nem tão desejado assim, e não estou com falsa modéstia não. Na verdade sempre tive sérios problemas de estima quando era mais novo, especialmente pela questão da orientação sexual e pela questão do excesso de peso. Só quando tinha uns 30 anos que eu descobri a comunidade Ursina e a Ursound em especial, e ai fui me aceitando mais, percebendo que tinha muita gente que gostava de mim e tal, porém nada muda de uma hora pra outra e ainda hoje a primeira coisa que eu penso quando alguém me olha demais ou faz um elogio é ficar sem graça, e lisongeado, claro, mas bem constrangido (rs), coisa louca. Enfim, me acho um cara normal, bonitinho, mas nada demais, cheio de defeitos e tal (rs).

O que é preciso pra deixar o Guilherme entregue, soltinho? (não vale álcool)

Guilherme Barranco – Simpatia, presença de espírito e inteligência. Gosto de pessoas de sorriso fácil e inteligência que saibam conversar. Isso me deixa soltinho.

O que um barbudo precisa pra atrair a sua atenção e te despertar o desejo?

Guilherme Barranco – Pra falar a verdade sou tão eclético (rs). Mas geralmente pra chamar minha atenção e despertar meu desejo o cara tem que ser fisicamente masculino, corpo normal, definido ou magro. Se tiver pelos e pés bonitos eu fico louco, hehehe. Além disso, o cara tem que saber conversar, não tenho paciência pra gente sem inteligência, mas, além disso tudo, o cara tem que saber seduzir e mostrar interesse, se eu sinto que não estou sendo minimamente correspondido, não me atraio.

O que te deixa louco de tesão?

Guilherme Barranco – O que me deixa louco de tesão são pelos, pés e perceber que o cara está curtindo. Sou um cara que curto demais dar prazer e perceber que o cara está gostando me faz subir pelas paredes.

E para fechar, algumas fotinhos do lindo:

Um obrigado muito especial a todos que participaram.

 

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