Filme Cuatro Lunas discute quatro amores em diferentes fases da vida

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Cuatro Lunas (4 Moons)

Ficha Técnica
Título: Cuatro Lunas (4 Moons)
Direção: Sergio Tovar Velarde
Gênero: Romance / Drama
Ano: 2013

Se há algo que permeia toda nossa vida é o amor. Não importa a idade ou a fase, a maioria de nós normalmente procura ou deseja viver um grande amor.

Grande parte disso vem do forte reforço cultural que vivemos, outra boa parte é resultado das armadilhas da própria natureza, incentivadora desse sentimento por artimanhas hormonais e neurológicas.

De qualquer forma, entre a visão romântica dos apaixonados e a frieza das análises clínicas, sabemos da influência desse sentimento nas nossas vidas.

O interessante é observar como nossas relações mudam enquanto nos mesmos alteramos o modo como vemos e encaramos a vida.

Amadurecer com as dores e os desafios cotidianos nos faz ser mais cautelosos, menos ingênuos e até menos sonhadores.

Assim, de forma geral, o amor também vai daqueles cálidos calafrios da adolescência para relações mais equilibradas e com menos expectativas na fase da melhor idade.

E é justamente brincando com essa linha do tempo que o diretor Sergio Tovar Velarde construiu a obra Cuatro Lunas.

Narrando o amor em quatro fases distintas, o longa-metragem faz bonito com cenas delicadas, lindas de ver e com peso dramático muito bem dosado.

As fases dessas luas de amor envolvem a descoberta da primeira atração, ainda entre o fim da infância e o início da adolescência, apresentando, também, o começo de uma relação amorosa entre dois jovens adultos, então descobrindo sua própria sexualidade.

Já na fase mais madura, acompanhamos também a história de um relacionamento mais duradouro que passa por uma crise após dez anos de convivência, e visitamos ainda um amor gay impossível entre um idoso homossexual e um garoto de programa heterossexual.

Sem cair em estereótipos fáceis, cenas óbvias ou mesmo recorrer a dramalhões exagerados, o filme consegue contar quatro lindas histórias e nos fazer flutuar entre verdadeiras crises de “awnn que fofo” e sentimentos de arrepio ao identificar a vida real algumas das situações da narrativa.

É uma excelente dica para quem deseja ver um pouco de amor gay, afinal, apesar dos avanços, nossos sentimentos ainda são pouco vistos em obras culturais de larga escala como em novelinhas ou filmes de comédia romântica.

E não que isto seja mal, afinal, se não ganhamos em escala, pelo menos neste caso, ganhamos em qualidade.

E este é um filme que, com certeza, vale o play.

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