Jogue com orgulho contra a intolerância e o desrespeito

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Nestes últimos dias pudemos celebrar a atitude do presidente Barack Obama que proclamou junho como o mês do orgulho LGBT. Porém em terras verde-e-amarela as coisas não seguiram tão bem em direção à uma justiça igualitária entre seus cidadãos.

Sempre me entristece ou me enraivece ver o ódio e a intolerância tomar forma, mesmo entre aqueles que tiveram maior acesso instrução formal e informal, mas se existe algo que pode se disseminar livremente entre qualquer grupo são estes sentimentos malévolos.

Para piorar isso, por vezes estes discursos de ódio encontram espaço em empresas midiáticas de grande circulação e buscam envenenar a população motivando ações violentas que podem, inclusive, custar a vida de pessoas como a do jovem Alex de apenas oito anos, morto por espancamento pelo próprio pai porque gostava de lavar louça e era feminino demais para o gosto paterno.

Como exemplo disso, vimos nestas últimas semanas um jovem blogueiro traduzir um texto viciado que defendia a inexistência da homossexualidade e tentava posicioná-la como um comportamento escolhido, ocasional e/ou transitório.

O texto prolixo, sem fontes claras poderia ser facilmente ignorado, não fosse ele ser vinculado a um periódico com alto alcance neste país.

Claro que o próprio periódico em questão não é muito confiável, uma vez que também promove indiscriminadamente, por exemplo, o machismo, a homofobia e a intolerância à pessoas com baixo poder aquisitivo, mas é sempre triste ver a informação e a sabedoria caminhando em lados opostos.

A grande questão é porquê alguém que, supostamente, não é homossexual investiria tempo e esforço para apresentar qualquer teoria que tentasse anular algo só faz bem aos envolvidos e que em última instância não interfere em sua própria vida?

Ao contrário do que este mesmo jovem disse, homossexuais não desejam e não lutam para transformar a sexualidade de ninguém, normalmente quem deseja deslegitimar a sexualidade alheia se afirma como heterossexual contrário a qualquer outra forma de amar. Os homossexuais só querem ter o amor que já praticam reconhecido e respeitado.

Por isso se faz cada mais necessário escrevermos, falarmos e mostrarmos para o mundo os absurdos que estes seres preenchidos por um sentimento de vingança (que ninguém sabe contra o quê), proliferam em discursos mal disfarçados como defesa da família e outros clichês já cansados de serem usados sem fundamentos reais.

Ainda bem que enquanto a intolerância se espalha por um lado, vemos o respeito surgir em outras pequenas ações. É o caso da campanha desenvolvida pelo Google para promover a igualdade entre as pessoas nos esportes.

A campanha lançada nove dias antes do início da Copa do Mundo contou com a participação de diversos atletas e nos convida a #JogarComOrgulho:

Para fechar esta postagem em alto astral, convido a todos a enfrentar o preconceito, a intolerância e o ódio dos malvados com o mesmo orgulho e dedicação que nossos atletas demonstram nos esportes.

E no mais continuemos firmes e fortes, porque a batalha pela liberdade é difícil, mas vale a pena!

Referências
Lado Bi e Notícias UOL

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