Meu marido não é gay – Reality show com homens casados que curtem outros homens, mas não são gays

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Nós, seres humanos, e nossa atual necessidade de classificar tudo em conceitos que limitem múltiplas possibilidades.

Não sei se é resultado da divisão profissional que aconteceu na Revolução Industrial, e se expandiu para outras áreas da nossa cultura, ou se é somente uma de nossas característica carente de evolução.

Quando se trata de sexualidade, então, essas classificações parecem ainda mais necessárias e restritivas. Se você é uma coisa, não pode ser outra.

Alguns movimentos parecem tentar romper essas barreiras, mas acabam criando outras, às vezes até maiores.

Quando eu era mais jovem, por assim dizer, vi crescer o movimento do Bromance, aquela relação estreita entre dois amigos heterossexuais que até parece um romance.

Mais recentemente vimos a explosão do movimento G0y, que se apresentam como homens heterossexuais que curtem trocar carícias e sexo com outros homens.

Só não pode rolar a penetração anal (que consideram “suja”), nem uma relação amorosa, ou seja, só pode ficar com outro cara, nada de namoro.

Além desses, ainda temos os Gouines, que, até onde eu entendi, são gays que não praticam a penetração, ou seja, ficam só nos amassos e esfregação, podendo até rolar um sexo oral, mas também nada de anal.

Talvez a maior diferença é que os Gouines podem namorar um outro cara, já os G0ys não.

De qualquer jeito, se aproveitando dos murmúrios em volta desses movimentos, vai ser lançado ano que vem um reality show que acompanhará a história de três casais cujo marido tem atrações confessas por outros homens, mas que não se consideram gays.

Além desses, o programa também apresentará a saga de um homem solteiro na mesma situação que confessará seus desejos para possíveis namoradas.

O nome do reality é My Husband`s Not Gay (Meu Marido Não é Gay), e, um aspecto interessante, é que toda essa galera é mórmon.

Fato é que o programa parece ter argumento para criar grandes situações dramáticas. E, como a vida real pode ser inusitada, principalmente na televisão, quem sabe algum deles não acaba se descobrindo mais gay do que imaginava.

Na minha opinião, o mais importante é o indivíduo ser feliz de verdade, e se for com um homem ou com uma mulher, tanto faz.

Aliás, bissexualidade também existe. E tenho quase certeza de que ela é mais antiga que esse misto de conceitos contemporâneos.

Veja mais detalhes sobre o reality no trailer a seguir:

E no mais continuemos firmes e fortes.

Referências
The Wrap;

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