O amor entre um anjo e um demônio, um conto gay erótico

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O amor entre um anjo e um demônio

O amor entre um anjo e um demônio narra a história da queda de um general angélico diante do amor a um demônio durante uma batalha entre os dois lados.

O amor entre um anjo e um demônio – parte 1

O sétimo demônio rolou pelas escadas circulares da torre principal do castelo Swanceau, uma construção que copiava descaradamente o Chenonceaux, algo que irritava ainda mais o anjo Aliel, por se tratar de um dos seus castelos favoritos no mundo dos homens.

Ele observou os vários cadáveres de demônios espalhados pela escadaria e sentiu uma repulsa lhe tomar o corpo, a ardência do último corte feito pelo demônio que acabara de liquidar se fez presente, lembrando que mais uma marca foi feita em seu rosto. Foi só então que percebeu que seu elmo já havia sumido há muito, deixando seu rosto totalmente descoberto.

Sua expressão de ódio era tão forte quanto decidida e lhe desenhava o rosto coberto por uma barba cerrada e sobrancelhas espessas. A estranha harmonia causaria medo a qualquer inimigo.

Seu tamanho não era menos intimidador e a estrutura de seu corpo, forte, pesada e peluda, o descaracterizava completamente da costumeira figura angélica, de traços finos e abdômen definido. Somente as grandes asas brancas indicavam sua origem celestial.

Cansado e irado, ele subiu os últimos degraus até a porta de madeira sabendo que atrás dela estava seu último inimigo: Angelus, o maior emissário do inferno na Terra.

Depois de anos de procura e de uma guerra silenciosa entre os dois lados, se encontrariam enfim no que deveria ser a derradeira batalha do bem contra o mal neste planeta.

Do lado externo do castelo construído sobre um lago, milhares de anjos e demônios brigavam vorazmente, tanto no céu, quanto em terra. A paisagem já estava tomada de cores avermelhadas vindas das muitas feridas causadas pelas armas divinas, e os corpos espalhavam-se pelo terreno tornando a beleza da paisagem, antes tão presente, num cenário de destruição e horror.

Aliel empurrou a porta devagar e ergueu sua espada ensanguentada pronto para o embate. Entrou no cômodo silencioso e contemplou por um breve instante a beleza de uma sala decorada com tanta sensibilidade, quanto equilíbrio.

Olhando pela janela principal, bem à sua frente, estava seu inimigo. Alguém de quem ele nunca tinha visto sequer uma imagem.

De costas, ele contemplava a batalha em total silêncio. Suas asas negras impediam uma percepção mais clara de sua silhueta, mas o que chamou a atenção de Aliel foi observar as armas e a armadura do anjo-demônio colocadas cuidadosamente no canto da sala.

O fato de seu inimigo estar desarmado lhe causou estranheza e um mau presságio, mas foi a voz suave do angélico que fez seu coração romper em batidas aceleradas e paralisar seu corpo.

“Não pretendo lutar com você Aliel”, disse o anjo de asas negras em uma voz tão conhecida do anjo-general que ele já não podia se mover.

Seus olhos circularam lentamente pela sala enquanto o próprio anjo-demônio virava-se para ele, permitindo finalmente seus olhares a se cruzarem.

Uma terrível tristeza se apossou do robusto anjo-general e ele sentiu seu corpo ficar trêmulo. Talvez ter passado os últimos trinta e cinco anos em um corpo humano havia lhe enfraquecido mais do que pudera imaginar, pois diante de si estava seu maior inimigo, mas ele não era outro senão o jovem por quem Aliel se apaixonara profundamente há meses e com quem mantinha uma relação amistosa de flertes tão envolventes que, agora percebia, poderia lhe custar a maior missão de sua existência: matar Angelus.

Um pensamento de traição lhe ocorreu e ele contemplou tudo que vivera com o jovem Angelus como uma artimanha para derrubá-lo. A cólera lhe tomou o corpo e, em um salto rápido, ele atravessou o quarto e tomou Angelus com força abrupta, posicionando sua espada perto do pescoço do anjo-demônio, pronto para lhe cortar a garganta.

Não encontrou defesa no anjo-demônio que, apesar de menor e mais magro, era conhecido pela sua força e agilidade em batalha. Os olhos de Aliel fitavam cuidadosamente o jovem à sua frente, sua respiração estava ofegante, seu olhar era de profundo ódio e sua boca, envolta por pelos de uma barba descuidada, fazia movimentos procurando um discurso que pudesse expressar seus sentimentos, mas nenhum som saía, somente uma pesada respiração de desespero e angústia, foi então que o anjo-general tomou consciência de sua derrota.

Fechou os olhos e virou seu rosto. Sua espada, que começara a fazer um leve ferimento no pescoço de Angelus, perdeu a tensão e foi afastada. Em sua mente somente um “por que?!” flutuava.

Entregando-se, Aliel caiu de joelhos diante de Angelus e soltou a espada, sentiu a tristeza lhe tomar o corpo e preparou-se para ser executado. O emissário dos infernos tinha encontrado uma maneira de entrar em seu coração de forma tão forte que já o havia derrotado meses antes.

Esperando pelo fim, levantou seus olhos para Angelus, mas viu neles a mesma tristeza que sentia. O que aquilo poderia significar?

O amor entre um anjo e um demônio – parte 2

Em um movimento calmo, Angelus tocou o rosto de Aliel, acariciando sua barba cerrada com delicadeza, e ele, em retribuição, roçou suavemente a mão que lhe tocava.

Foi a vez do jovem Angelus ajoelhar-se diante do anjo-general e fita-lo com carinho. Sem pensar que o mundo dos anjos travava uma batalha incomparável além daquele quarto, ele aproximou seus lábios do anjo-general e o beijou, um beijo esperado e desejado por ambos há tanto tempo que já havia se tornado uma necessidade física.

Enquanto suas línguas travavam a única batalha dentro daquele cômodo, os braços do anjo-demônio envolveram o pescoço do anjo-general que, mesmo de joelhos, ainda era mais alto que ele.

Em retribuição, o anjo-general passou seus braços em volta do tronco de Angelus e o puxou para mais perto de si. Com força e um desejo faminto, apertou o corpo do jovem contra o seu peito e a partir então foi o lado humano de ambos que ditava todos os movimentos.

Com calma e mirando nos olhos do outro, Angelus tirou cada uma das camadas da armadura que cobria o pesado corpo de seu amante. Ao vê-lo completamente nu, sentiu o ardor do desejo lhe consumir ainda mais.

Passou a mão pelo peito peludo do anjo-general, acariciando vagarosamente cada cicatriz. Seus olhos consumiam a figura à sua frente, enquanto suas mãos tentavam convencer que um sonho de tanto tempo, finalmente era real e palpável.

Ter o anjo-general dos angélicos, sua grande paixão, ali, tão entregue, fez o ritmo da respiração de Angelus dobrar e sua boca secar em uma desesperada sede pelo outro.

Vendo o olhar apaixonado e consumido de desejo do anjo-demônio, Aliel levantou-se agressivamente e o puxou abruptamente para si.

Segurando-o em seus braços colocou-o na cama e começou ele mesmo a explorar o corpo malhado do jovem anjo-demônio, este sim mais parecido com a imagem que os homens fazem dos angélicos.

Enquanto arrancava as peças que lhe impediam de tocar na pele quente daquele corpo humano, Aliel também tentava alimentar com sofreguidão seus desejos e ímpetos, agora carnais. Beijava-o com força, arranhando o rosto do jovem com os fios grossos de sua própria barba, provocando diversos gemidos no outro.

Seguindo um caminho invisível, o anjo-general mordeu o queixo de Angelus e desceu para seu pescoço continuando a mordê-lo e arranhá-lo propositalmente com sua barba, como se com isso pudesse marcar o outro com seu próprio DNA e assim tê-lo para sempre como seu.

As mãos grossas e calejadas de tantas batalhas, agora seguravam os pulsos delicados do anjo à sua frente exigindo dele submissão, mas a cada toque seu, o anjo-demônio gemia de prazer, o que satisfazia ainda mais os desejos mundanos do anjo-general.

Aliel continuou sua exploração mordiscando o peito definido de Angelus e, com beijos suaves, desceu pelo tronco até alcançar o membro que, já rígido, tremulava a cada novo toque, enrijecendo e relaxando sua estrutura.

Mas o anjo-general não tinha pressa e optou em continuar a provocação, beijando e mordendo as coxas do angélico, lambendo sua virilha e até mesmo soprando seu hálito quente a milímetros do membro pulsante.

Sentiu o corpo do outro implorar para que ele tocasse em seu membro e, quanto ele mesmo já não podia mais aguentar a tensão, segurou firmemente o falo e o engoliu em um movimento faminto ouvindo o forte gemido de Angelus que tremia por inteiro diante do prazer experimentado.

Entre gemidos, o anjo-demônio se contorcia na cama implorando por mais e o anjo-general aproveitava para brincar com o corpo e a cabeça do membro, que respondia prontamente a cada nova provocação.

Seus corpos quentes encontravam-se em harmonia e o desejo só crescia. Aliel chupava o rigidez do falo de Angelus até que, em uma lambida molhada, decidiu descer até os testículos e brincar com as duas formas ovais, ora engolindo-as, ora lambendo-as.

Seu próprio membro tremia e implorava para também ser tocado, soltava líquidos viscosos alertando que estava pronto para o embate.

Aliel virou o anjo-demônio de costas e deitou seu pesado corpo sobre o dele. Enquanto fazia movimentos frenéticos com seu corpo, simulando o coito que viria a seguir, beijava o pescoço de Angelus e mordiscava sua orelha fazendo a tensão crescer.

Angelus mordia seus lábios sem resistir ao prazer das provocações de Aliel. O calor do corpo peludo do anjo-general e o membro rígido roçando sua pele nua quase o levava a um estado de loucura febril. Queria implorar que o anjo-general terminasse com aquilo, mas não tinha forças para isso, estava totalmente entregue aos desejos do homem que outrora fora apenas anjo.

Aliel beijou o pescoço do anjo-demônio e desceu em direção ao que tanto desejava. Chegando até a firmeza arredondada, dona de seus desejos, não teve dúvidas em morde-la com vontade e fome.

Entre tapas decididos, abriu espaço para lamber pela primeira vez o centro de sua fome. Umedeceu com a língua o espaço e sugou o pequeno orifício arrancando gemidos de Angelus.

A cada nova lambida e cuspida que o anjo-general dava para lubrificar a área que receberia seu grosso membro, o anjo-demônio instintivamente rebolava implorando para ser invadido.

Seu membro enrijeceu-se mais uma vez dando sinais que seu corpo não resistiria a tanta vontade e o anjo-general se levantou posicionando Angelus para recebê-lo.

Segurando firmemente seu próprio membro, o anjo-general brincou com a cabeça rosada na pequena abertura do orifício à sua frente, provocando ainda mais um faminto anjo-demônio.

O amor entre um anjo e um demônio – parte 3

O orifício se abriu lentamente para acomodar o espesso membro que o invadia vagarosamente. Angelus mordeu o travesseiro para tentar segurar a energia que lhe corria o corpo inteiro enquanto sentia o membro cada vez mais dentro de si.

Aliel mantinha concentração em invadir aquele apertado espaço sem machucar seu parceiro e, quando finalmente seu membro o invadiu por completo, sentiu a pressão dos fortes músculos da região fazerem força contra o invasor. O grupo de sensações que aquilo provocou criava ainda mais prazer no anjo-general.

O movimento começou devagar, mas cresceu rapidamente e o anjo-general já penetrava o corpo de Angelus em movimentos fortes, socados, rápidos e famintos.

O corpo do anjo-demônio respondia as investidas fazendo ainda mais pressão no membro do anjo-general, que gemia com o prazer provocado. A viscosidade e a própria textura do espaço massageavam a cabeça do membro causando ainda mais prazer ao anjo-general.

Angelus também gemia sentindo arrepios em seu corpo, apertava seu peito com força enquanto pedia por mais. Entre tapas fortes, o anjo-general não se fazia de rogado e aumentava o ritmo e o diminuía brincando com o prazer de ambos, até sentir que seu corpo já não aguentaria aqueles movimentos frenéticos.

Em uma forte investida, sentiu seu corpo tremer e seu escroto se reprimir com força exalando um forte jato dentro do corpo de seu amante. Neste momento, o anjo-general urrou e parou os movimentos. Toda sua energia estava concentrada para que a genitália forçasse o gozo para fora de seu corpo, invadindo o mais profundamente possível o corpo à sua frente.

Diante dos urros do anjo-general, Aliel não conseguiu mais segurar seu próprio gozo, permitindo a seu corpo finalmente liberar a tensão em jatos tão fortes quanto de seu amante.

Ao parar dos jatos, o anjo-general deitou levemente sua cabeça em Angelus e, pela primeira vez em algum tempo, engoliu a saliva.

Do outro lado da janela, a batalha entre os anjos continuava sem que ninguém soubesse ao certo o que acontecia naquele quarto.

Tão pouco os dois ali sabiam o que fariam a seguir.

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*Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

**Imagem meramente ilustrativa.

Referências
Castelo; Samurbi; Anjo.

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