O capricho dos deuses, techo de um conto gay de amor

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O Capricho dos Deuses

O capricho dos deuses é um conto gay de amor entre um jovem príncipe e seu despojado amigo. Um romance jovem e bonito, afetado pela vontade dos deuses.

O capricho dos deuses

Em uma tarde chuvosa de um caloroso início de verão quando ainda na escola e algum tempo antes do último encontro entre os dois, Max estava em seu quarto tentando compreender as regras gramaticais do idioma local quando ouviu algo em sua janela.

O cômodo era no térreo e com vista para o jardim da casa, logo Max tinha ampla visão de qualquer coisa do lado externo, mas não foi necessário um estudo profundo para saber quem batia continuamente no vidro. A figura sorridente de Aknathon todo molhado pela chuva iluminou o rosto do jovem Max.

Ao abrir da grande janela, o príncipe entrou sorrateiramente para dentro do quarto.

“Pensei que você fosse me deixar morrer afogado.”

“O que diabos você faz aqui?!”

“Estava com saudade.”

Aknathon tirou toda a roupa ficando completamente nu, andou pelo quarto com sua típica liberdade, pegou um tecido felpudo e enxugou seu corpo e os cabelos enrolando-o depois em seu quadril. Ao voltar-se para Max encontrou um rosto avermelhado e sorridente.

“O que foi?! Até parece que você nunca me viu nu!” – O príncipe quase desnudo foi até a mesa de estudos e folheou os papéis sobre ela. – “Linguística! Que bom que você está estudando, assim me poupa o trabalho, depois só preciso copiar as respostas da sua prova.”

“Que mentiroso!” – Max, já bem próximo do príncipe, puxou-o com força e o abraçou sorrindo. Sabia que o príncipe era um aluno exemplar, principalmente naquela matéria. Sem desviar seus olhos dos olhos de Aknathon puxou o tecido de seu quadril deixando-o novamente nu. – “Você é muito atentado garoto, e o pior é que depois eu é que levo a fama.”

O príncipe o encarou com um sorriso debochado.

“Cuidado com o que você fala, posso mandá-lo para corte marcial por insulto à minha majestade.”

Max sorriu largamente diante da provocação.

“Cala boca seu principezinho mimado, você não aguentaria um dia sem minha presença na sua vida.”

Encarando-se mutuamente, Max e Aknathon beijaram-se fogosamente, entre selinhos e lambidas.

As mãos do príncipe percorriam o corpo robusto de Max tirando-lhe as peças que atrapalhavam em sua apaixonada exploração. O calor de seus corpos aumentava enquanto o sangue corria fervorosamente pulsando nas extremidades do baixo-ventre.

Max jogou o príncipe sobre a cama macia e livrou-se por completo das peças que ainda se prendiam nele. A temperatura quase febril de seus corpos colados fê-los suar levemente complementando a respiração ofegante que embalava o ato.

Um risco iminente de serem pegos ou vistos apimentava o clima e incentivava a exploração quase violenta que um investia contra o outro. As mordidas e beijos se misturavam aos abraços quase sufocantes que tentavam saciar uma fome desesperada.

As provocações levaram a mais crucial das investidas que os conectou profundamente em um abraço onde não era possível ver a divisão de seus corpos. Movimentos frenéticos balançavam a cama no quarto silencioso e somente a chuva cobria o arriscado som daquele momento.

Um forte abraço anunciou o ápice do prazer enquanto o corpo de Max se enrijecia para projetar sua essência contra um príncipe satisfeito. Sem poder controlar-se nesse momento, Max urrou no tom mais grave de sua voz ao pé do ouvido de Aknathon.

O príncipe concederia a nota máxima ao seu amado em sua matéria particular, mas em linguística Max se saiu muito abaixo do esperado. Aknathon, altruísta e dedicado, se propôs a dar aulas particulares para o amigo tornando-se um exemplo para juventude local e um herói para os pais preocupados de Max.

Sempre exemplar, o príncipe era destaque nas aulas de linguística e agora também hábil tutor de Max que nunca tinha se dedicado tanto nos estudos quanto com a presença de Aknathon em seu quarto.

*Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

**Imagem meramente ilustrativa

***Trecho de um conto que escrevi chamado O Capricho dos Deuses. Não o postei inteiro, porque ele ficou muito extenso.

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Esta obra de Heller em Chilliwiki, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

Referências
Desenho do David Kawena;

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