O Quarteto Fantástico

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(Fantastic Four, 2015)

Estreia: 7 de Agosto de 2015

País / Ano de Produção: EUA / 2015

Duração: 100 minutos

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Todo mundo sabe que eu adoro super-heróis. É parte de mim, não vou negar. Eu sempre li de tudo. E quando digo de tudo, me refiro a tudo mesmo. Gostava do Quarteto Fantástico no quadrinhos. Gostava, mas não amava. Nunca li uma história da família super poderosa que me empolgasse da maneira que as histórias dos X-Men faziam. O filme de 1994 foi uma bomba! Não vou dizer que o de 2005 foi muito melhor, mas pelo menos era uma super produção divertida que ao invés de consertar seus erros na sequência, fez a franquia afundar ainda mais. Daí anunciaram o reboot… E eu odeio reboots! Na minha opinião, tudo pode ser melhorado com uma sequência melhor escrita, mas, infelizmente, não trabalho na Fox.

O problema do novo filme do Quarteto Fantástico é que a Fox investiu 100 milhões de dólares no projeto e… Não fez um filme do Quarteto Fantástico. Na sua ideia de reinventar a franquia, o estúdio deixou de fora aspectos que fizeram do Quarteto um dos grandes acertos da Marvel nos quadrinhos. Os personagens têm os mesmos nomes, os mesmos poderes, mas tudo poderia ter dado melhor se a Fox tivesse dado um outro título pra sua ficção científica e encarado as similaridades como uma “homenagem”. Afinal, é um bom filme de ficção científica, só não é um bom filme de super heróis. Não é tão ruim quanto Lanterna Verde, Mulher-Gato, Elektra, ou qualquer dos Batmans de Joel Schumacher, mas peca por um falta de conhecimento maior das histórias que o originaram.

Reed Richards, nesse filme, é um gênio incompreendido por seus pais e professores, que cria uma amizade inesperada com Ben Grimm. Ao lado dele, cria uma máquina capaz de fazer objetos viajarem de uma dimensão a outra e isso chama a atenção do Dr. Franklin Storm e sua filha adotiva Sue. Dr. Storm lidera um projeto parecido na fundação Baxter e convida Reed para fazer parte da empreitada que foi inicialmente desenvolvida pelo também jovem e genial Victor Von Doom. Quando a máquina finalmente fica pronta, Reed e Victor resolvem viajar até a outra dimensão ao lado de Ben e do outro filho de Franklin, Johnny. E é quando tudo dá errado e um acidente na outra dimensão acaba conferindo poderes aos jovens cientistas; inclusive a Sue, que nem na outra dimensão foi, mas foi pega na explosão de energia que acompanhou os exploradores em sua volta. A partir daí o filme fica um pouco mais interessante, com a descoberta dos poderes, sempre algo legal de se ver nas telonas, mas esse segundo ato serve apenas como ponte para a ÚNICA cena de ação do longa que envolve o Quarteto numa luta (meio tosca) contra o Dr. Destino.

Sim, os atores escolhidos pelo diretor Josh Trank são um tanto jovens, mas isso não foi problema nenhum para o filme. Miles Teler, Jamie Bell, Kate Mara e Michael B. Jordan são um grupo de atores excelentes que souberam dar vida a Reed, Ben, Sue e Johnny, apesar de algumas vezes parecerem perdidos sobre o tipo de filme que estavam fazendo. Até Toby Kebbel soube levar bem seu vilão, mas uma pena que lhe deram o nome de Victor Von Doom uma vez que o personagem não tem absolutamente nenhuma semelhança com sua matriz nos quadrinhos. Ele poderia ter sido qualquer outro vilão, mesmo um original, mas o filme pecou ao lhe nomearem Dr. Destino e simplesmente tornar o personagem pior do que a versão apresentada anteriormente no Cinema. Melhor seria ter guardado o personagem para a sequência, depois de estabelecerem os heróis e seus poderes de uma maneira mais digna nesse longa.

No roteiro não me incomodou o fato de Johnny e Sue serem irmãos adotivos (argumento criado por Trank para trazer Michael B. Jordan para franquia), mas me incomodou um pouco o fato de Reed e Sue dividirem apenas um flerte e o elo afetivo do filme ser entre Reed e Ben. Nada contra essa relação de amizade, mas ela poderia ser melhor escrita a ponto de não parecer algo que parta mais de Reed do que de Ben. Aliás, Ben e Johnny foram os personagens mais sub-aproveitados no filme e ainda mais quando temos o melhor visual do Coisa já transcrito pra outra mídia. Já quanto aos poderes do Johnny… Suas chamas parecem ter sido feitas em animação, a computação gráfica não fez um bom trabalho com os poderes do personagem e toda vez que ele aparecia em cena soava um pouco amador. Aliás, os efeitos visuais de todo filme soaram um pouco assim.

Achei que o filme funcionou como uma história de origem, uma nova visão pra mesma mitologia. Todavia, a falta de pelo menos uma boa cena de ação, de um vilão que realmente desse trabalho aos protagonistas e de efeitos especiais decentes, fizeram com os que os interessados no projeto (nesse caso, os fãs) perdessem o interesse pela franquia a começassem a desejar que a Fox perdesse os direitos aos personagens e os entregassem de volta aos estúdios Marvel, para, quem sabe, eles voltem numa versão mais… Como dizer? Fantástica!

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