O que é ser feliz: Como ser feliz em todo ano novo

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O que é ser feliz

Nas últimas semanas do ano fiquei pensando muito sobre o conceito de felicidade. Afinal o que é ser feliz e ter um feliz Ano Novo?

Nesse período é comum ouvirmos e desejarmos um Feliz Ano Novo para todos nossos conhecidos e até para estranhos.

Aliás, desejos como este se proliferam da padaria ao local de trabalho e da igreja até a primeira baladinha do ano.

Assim, vamos reacendendo nossas esperanças para um ciclo novo onde tudo pode acontecer: lindas coisas novas, mais dinheiro, saúde, viagens incríveis e – quem sabe – até aquele grande amor (para aqueles que ainda não o vivenciam).

No entanto, algo que reaprendi durante nosso velho 2017 é que fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes é um ato, no mínimo, ineficaz.

Não sei de quem é o conceito por traz dessa citação e, mesmo que alguns atribuam a Albert Einstein, isso também foi refutado, então fiquemos com a lição que é o mais importante.

O que é ser feliz: Uma definição abrangente

Para muitos de nós, a felicidade é um conceito muito amplo e de difícil definição.

No campo da filosofia, muitos espectros serão discutidos para encontrar as centelhas que formariam as bases dessa sensação tão desejada por nós.

Contudo, num campo mais pragmático, entender o que é felicidade se faz necessário até para não vivermos em uma busca constante por algo que nunca encontraremos, simplesmente por não saber como isso é.

Nesse sentido, gosto especialmente da visão do professor Clóvis de Barros Filho (vídeo) que resume a felicidade como os momentos da vida que nos dão prazer suficiente para querermos repeti-los mais uma vez, ou mais diversas vezes.

E isso vale para aquela saída com um amigo num bar, uma ida ao cinema, uma conversa com alguém que acabamos de conhecer, uma relação sexual sinérgica, uma ida no banheiro (por que não?), um banho gostoso, um livro que nos fez sentir melhor, uma leitura na internet, um vídeo engraçado no Youtube, e outros diversos pequenos momentos que desejamos repetir.

A grande questão aqui é ver a felicidade como algo presente no nosso caminho, e não na chegada a algum estágio distante.

Ou seja, não precisamos esperar a faculdade para ser feliz, o cargo x na empresa para encontrar a felicidade e menos ainda precisamos esperar ter o carro do ano, o celular de ponta ou a mansão em um bairro nobre para ser feliz.

Isso tudo pode trazer felicidade, mas ela não se resume a isso, existe felicidade em coisas muito menores, como nos exemplos que citei anteriormente.

Dessa maneira, a felicidade pode ser entendida como a somatória desses momentos na sua vida.

Portanto, uma pessoa feliz é aquela que, ao olhar para sua trajetória, consegue ver mais momentos felizes que momentos não felizes.

O que é ser feliz: Prazer e satisfação

Descobrir o que dá prazer talvez seja o primeiro grande passo para ser feliz, afinal é na sensação de prazer que reside grande parte da vontade de repetirmos os momentos que vivenciamos.

Uma vez sabendo disso, basta procurarmos repetir esses momentos que dão prazer tantas vezes quanto possamos.

Mas o que dá prazer para nós?

Podemos usar duas ferramentas para ajudar nessa descoberta.

A primeira delas é a famosa Pirâmide das Necessidades de Maslow – ou a hierarquia das necessidades de Maslow.

Criada para construir ambientes de trabalho mais produtivos, o desenho das necessidades proposto nesse estudo é uma fonte rica até para o nosso autoconhecimento.

O que é ser feliz

No estudo, a proposta é executarmos atividades para sanarmos nossas necessidades dentro da pirâmide, garantindo recursos para satisfazer nossos desejos seguindo a hierarquia desenhada.

Ou seja, primeiro temos que sanar as necessidades do campo fisiológico, depois do campo da segurança, depois do campo social, depois do campo da estima e por último sanarmos as necessidades do campo da autorealização.

Assim, vamos nos tornando mais satisfeitos com a vida e, portanto, mais felizes dentro das nossas trajetórias.

A segunda ferramenta é simplesmente observar as atividades que te dão mais prazer e repeti-las mais vezes, observando também as atividades necessárias para sua vida, como seu trabalho, e (re)estruturá-las num formato que elas possam lhe dar mais prazer e satisfação.

Desse modo, não será necessário esperar o happy hour para ser feliz, nem esperar o final de semana para encontrar satisfação.

Lembre-se que quanto mais atividades de prazer e satisfação você fizer, maior será seu índice de felicidade, então repensar algumas atividades “obrigatórias” pode ajudar nesse sentido.

No fim, sabemos que nem sempre será possível ser feliz ou satisfeito o tempo todo.

Então saber lidar com esses momentos e compreende-los como parte da vida, também compõe nossa experiência de estarmos vivos.

O que é ser feliz: Expectativa versus realidade

Outro aspecto importante quando falamos de felicidade é perceber a relação entre suas expectativas versus a sua realidade.

Dominados por uma mídia que precisa vender coisas para as pessoas, garantindo lucro e vendas de muitas empresas, é comum sermos bombardeados por conceitos do que é ser feliz ou o que pode te deixar feliz.

Dessa forma, nossa visão de felicidade vem contaminada por formulações que nos levam a relacionar felicidade com bens materiais como, por exemplos, carros luxuosos, celulares de ponta, viagens internacionais, entre outros.

Isso também vale para noções sobre nosso corpo, nossa pele, nosso cabelo e outras características.

Essas coisas importam para a indústria, pois nos levam a uma busca infrutífera por uma composição de difícil acesso, nos levando a consumir cada vez mais.

Assim, nos vemos trabalhando mais para termos mais dinheiro e comprar esses bens luxuosos ou comprando cosméticos, “comidas saudáveis”, suplementos alimentares, frequentando academias e mesmo fazendo cirurgias plásticas para nos tornarmos essa “pessoa ideal”.

A questão é que isso não trará felicidade para a pessoa, pois alcançando um estágio, logo aparece outra coisa que falta e assim a pessoa ficará constantemente buscando a felicidade em um momento no futuro, quando finalmente conseguir algo novo ou seu corpo for de tal forma.

Contudo, nesse caminho muita gente perde a chance de ser feliz aproveitando o que já pode estar presente em sua vida enquanto espera por alguma coisa que nunca chegará.

Aceitar sua realidade e criar metas realizáveis é um exercício difícil, mas fundamental para quem quer ser feliz (e isso envolve a autoaceitação também).

Ninguém deve ficar satisfeito com tudo que tem e desistir de qualquer avanço, pois isso também trará infelicidade.

Contudo, criar metas irreais para si ou para seus bens materiais também pode gerar forte sentimento de insatisfação, o que destrói a felicidade na sua vida.

Aqui vale um exercício constante de equilibrar desejos, anseios e necessidades, eliminando noções irreais da mídia e fortalecendo suas próprias convicções.

Então, nesse ano novo, que tal repensarmos no que realmente desejamos e começarmos a fazer coisas diferentes que nos levem a alcançá-las?

Podemos trocar isso pela espera da sorte ao pular ondas, comer algum tipo de alimento ou vestir alguma cor específica, por exemplo.

Afinal, crenças são boas de vez em quando, mas se você não fizer nada, nada será feito.

Assim, busque conscientemente a satisfação pessoal e seja feliz.

Referências
Heller de Paula;

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