O suicídio simulado, uma leitura em poema

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Em meio ao verde amargo, da névoa e do abandono,
A íntima matéria orgânica dissipa-se em inalcançável sono.
Alva sonhadora declinou antes do tempo,
Deixando a contragosto, todo seu alento.

Quimera é amanhecer em liberdade estridente,
Ornando com orvalho seu caminho contundente.
De vermelhos saborosos a azuis incandescentes,
Degustando labaredas de gosto reluzente.

Mnemosine voa afoita carregando feio fardo
Joga contra Melpomene com todo seu descaso,
Revela forte nevoeiro de amargo desperdiçado.
Chora o espelho em lamento pelo sonho despedaçado.

A tempestade dolorida salga a terra desflorida,
E a ave de papel, com suas dobras coloridas,
Voa longe, voa viva, para além da acolhida.

*Mnemosine: Musa da Memória
*Melpomene: Musa da tragédia
*Obra inspirada pelo simbolismo

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Ainda aprendendo como viver nessa vida. Perdido nesse caos todo, escrevo aqui sobre minhas dúvidas, questionamentos e meus muitos erros e seus possíveis aprendizados.

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