Pais de garoto transgênero divulgam vídeo de apoio ao filho

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A duras penas tentamos conquistar algo que é nosso desde que nascemos. A dignidade humana, de que todos somos dotados, por vezes precisa ser alcançada por meio de muita luta. Assim é com, por exemplo, negros, mulheres, indígenas e também com os LGBTs.

Pessoas que foram por anos marginalizadas por aqueles que detinham o poder econômico para calar suas vozes. Fizeram de povos africanos seus vassalos, das mulheres seus objetos, dos indígenas seres descartáveis e dos LGBTs sua chacota particular.

Porém, hoje não podem mais calar nossas vozes. Lutamos cada vez mais para ter nossa dignidade reconhecida e respeitada em igual valor a deles, e talvez isso os amedronte tanto.

Neste país, onde um dos periódicos mais lidos (por tempo de existência e não por sua qualidade editorial), lança de tempos em tempos matérias que tentam desmerecer qualquer indivíduo que fuja de seus padrões patriarcais, se faz necessário notícias boas, de gente verdadeira e não de modelos pré-fabricados em butiques de luxo para agradar à uma plateia anestesiada.

Fora desse circo dos horrores editorial encontrei uma linda história que vale ser registrada e contada. Uma história de gente de fibra, que respeita a dignidade humana. É a história de Ryland Whittington, ou melhor, é a história de seus pais.

Ryland nasceu em 2007 sob os olhares atentos e felizes de orgulhosos pais, que, naquele momento, definiram o bebê como uma menina bonita e saudável, mas Ryland não seguiu muito as predefinições que fazemos no confortável automático de nossa rotina.

Pouco tempo depois começaram os sinais de que a identidade de gênero imposta imediatamente após o nascimento, não era a que se adequava ao comportamento desejado por Ryland, que rejeitava a construção feminina e sentia-se mal ao ser tratado como uma garota.

Certo dia, Ryland disse “quando a família morrer, eu vou cortar meu cabelo e poderei ser um menino”, pouco depois ainda se perguntou “por que Deus me fez dessa forma?”.

Diante do claro desejo de Ryland, seus pais se muniram de pesquisas e descobriram o quanto a negação e a rejeição poderia ser fatal para a criança.

Para impedir Ryland de engrossar a alta taxa de suicídio de pessoas transgêneras, seus pais tomaram a decisão de permitir Ryland ser o que desejava: um menino.

A decisão afastou alguns conhecidos, mas tornou o pequeno Ryland ainda mais feliz. Hoje, aos seis anos, ele pratica esportes, tem o cabelo curto e pode vivenciar sua identidade de gênero com o apoio da família, algo com que muitos de nós infelizmente não pode contar.

Na última terça, dia 27, os pais de Ryland divulgaram um lindo vídeo contando sua história e ainda disseram:

“Nossa esperança é que através do compartilhamento de nossa história, possamos começar a fazer do mundo um lugar mais amoroso, onde as pessoas possam ser quem realmente são”

É por notícias como estas que ainda podemos acreditar em um mundo melhor, mais digno e mais civilizado.

No mais continuemos firmes e fortes.

Referências
Huffington Post e Lado Bi

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