O Agente da U.N.C.L.E.

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(The Man From U.N.C.L.E., 2015)

Estreia: 03 de Setembro de 2015

País / Ano de Produção: EUA / 2015

Duração: 117 minutos

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Já aviso desde o início, não mova mundos e fundos pra ver esse filme.

O Agente da U.N.C.L.E. é um filme de ação clássico, do subgênero espionagem a lá 007, e nele estão presentes todos os elementos de todos os filmes desse tipo, para não dizer todos os clichês… Tem os agentes secretos lindos, atléticos, bem treinados e descolados. Tem as mulheres lindas, bem cuidadas e perigosas. Tem uma ameaça à paz e segurança mundial. Tem explosões, muuuuitas explosões e quebradeira, pancadarias marciais, engenhocas tecnológicas e muita licença para matar. Tem vilões charmosos com histórias tristes que os obrigaram a chegar ali. Tem reviravoltas no roteiro tão previsíveis que você não liga a mínima.

Então já pode terminar a crítica? Quase…. hehehehehehehe

O que faz com que ele valha a pena você levantar a bunda do sofá e ir ao cinema? Bom, na minha humilde opinião ele tem alguns elementos interessantes…. hehehehehehehe

Os dois primeiros elementos respondem pelos nomes de Henry Cavill e Armie Hammer. Os dois são lindos, são gostosos e estão bem nos seus papéis. Armie desempenha um tantinho melhor do que Henry, mas a verdade é que o roteiro não exige muito mais do que caras bonitas, corpos atléticos, alguns movimentos de combate, um ou outro diálogo mais ágil mas nenhuma densidade emocional…

O terceiro elemento também tem nome e se chama Guy Ritchie, também conhecido como ex-marido da Madonna e diretor do filme. Sou fã confesso de Guy desde Snatch – Porcos e Diamantes, Rock ‘n’ Rolla e os dois últimos filmes do Sherlock Holmes.

Sempre me cativou a forma como ele constrói suas narrativas os movimentos das câmeras e o desempenho que ele tira dos atores. Porém, nesse filme tem que se reconhecer que ele não fez lá um trabalho excepcional. Sejamos francos, as tomadas são comuns, o roteiro é beeeeem clichê e fica parecendo que ele estava com um pouco de preguiça para criar algo inovador ou sutilmente diferente do que os outros filmes do gênero. Mas enfim, ainda acho que ele e Quentin Tarantino são dois dos melhores diretores de ação dos últimos tempos. Podem me julgar…. hehehehehehe

Já o quarto elemento é uma questão de gosto pessoal, ainda maior do que os outros três elementos anteriores. É a ambientação do filme nos anos 60, e o cuidado com a construção de cenários e figurinos que o tema exige. Sou fã confesso do estilo dos anos 60/70, com sua elegância dosada com elementos descolados/psicodélicos. E isso o filme entrega muito bem!

Os figurinos estão lindos, os cenários bem montados, os elementos estéticos bem marcados, está tudo impecável. Para quem gosta disso tudo, dessa elegância meio decadente e obscura, vale a pena ver o filme e ficar se sentindo um pouco na Europa daquela época do início da Guerra Fria.

Enfim, é um filme que diverte, faz passar o tempo sem mexer muito contigo, e vale a pena gastar a sessão de domingo à tarde com ele, especialmente porque o filme termina com a possibilidade de ter mais continuações. Quem sabe elas se saem melhor?

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